Publicidade
SÃO PAULO – O ano de 2009 já começou com um enorme fardo: a crise econômica que havia chegado ao Brasil em setembro do ano passado. Por isso, as perspectivas para a economia e, consequentemente, para o mercado de capitais, não eram tão positivas.
Isso porque a crise afetou a concessão de crédito no País, atividade que envolve bancos e outras empresas do mercado de capitais. Não por menos, os profissionais do setor começaram a temer que o desemprego batesse em suas portas.
“A exemplo de todo os anos, 2009 teve muitas mudanças. Começou muito preocupante, com muitas demissões, em bancos médios principalmente”, disse o consultor e sócio da Search Consultoria em Recursos Humanos, Marcelo Braga. “Quando saiu a lei que garantia crédito para bancos menores, tranquilizou o mercado”.
Balanço de 2009
Além disso, as informações de que a economia estava melhor do que se acreditava, já no segundo trimestre, deram novo ânimo para o mercado de capitais e as contratações.
De acordo com Braga, o ano de 2009 mais contratou do que demitiu profissionais do mercado de capitais, apesar das fusões que ocorreram, como a do Itaú com o Unibanco, que demitiram pouco durante o processo, mas também deixaram de contratar.
“Aconteceram demissões – e muitas -, mas contratou-se mais do que se demitiu, embora no começo do ano houvesse demissão”, resume o consultor.
Continua depois da publicidade
Perspectivas para 2010
Diante de um 2009 positivo, apesar de ter passado por uma crise mundial, o cenário traçado para o próximo ano também é otimista.
“Vai ser momento de muita expansão, de disputa por nichos de mercado. Pode ser que tenha mais fusões”, destacou Braga. Ele completou dizendo que será um ano de eleições e que, por isso, vai haver grande injeção de dinheiro na economia, o que dá novo fôlego ao mercado de capitais.
Novos postos de trabalho devem surgir em áreas como de desenvolvimento de novos produtos e comercial, desde organizações de pequeno porte até as grandes. A área de finanças corporativas também deve demandar profissionais.
Continua depois da publicidade
Remuneração
Em relação à remuneração, Braga afirmou que nos últimos anos o Brasil se tornou um País caro. Uma análise dos salários revela que, em dólares, o profissional brasileiro está ganhando mais do que ganharia no exterior, exercendo a mesma função.
“Existe pressão do mercado para reduzir o salário, mas, ao mesmo tempo, a procura é muito alta por profissionais e as empresas têm de reter talentos”. O ideal, na opinião do consultor, é que as leis trabalhistas fossem reformuladas, até mesmo para que os profissionais conseguissem aumento de salários sem que gerassem um custo muito mais alto para as empresas.