Após leilão de libra

11 profissões que estarão em alta com a exploração do pré-sal

Segundo consultoria Michael Page, indústria de petróleo demandará muitos profissionais de perfil técnico das mais diversas formações

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SÃO PAULO – O primeiro leilão do pré-sal, o do Campo de Libra, realizado na segunda-feira passada (21), deve provocar em pouco tempo uma intensa procura por profissionais especializados no setor de óleo e gás, apontou um levantamento da consultoria Michael Page.

Segundo o gerente da divisão de óleo e gás da Michael Page, Bruno Stefani, a indústria de petróleo demandará muitos profissionais de perfil técnico das mais diversas formações por um grande período de tempo. “Estimo o potencial para 20 anos consecutivos de investimento em tecnologia, infraestrutura, serviços e em mão de obra”, afirmou.

Stefani ressalta que o momento trará oportunidades para os mais jovens e os mais experientes, em todas as fases da cadeia, passando pelas geosciências, exploração, desenvolvimento e projetos, até chegar à produção.

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A partir desta demanda, a Michael Page listou 11 profissionais mais requisitados pelo setor nas três fases da cadeia: exploração, perfuração e produção. Confira:

  • 1ª fase de investigação para exploração:

1 – Geólogos
Com formação em geologia, esse profissional vai estudar as características da área potencialmente explorável. 
Salário inicial: R$ 6 a 8 mil.

2 – Geofísicos
São profissionais de formação em geologia e com especialização em geofísica.
Salário inicial: R$ 8 mil a 12 mil.

3- Petrofísicos
Profissionais de geologia especializados em petrofísica também são bastante demandados nesta fase de investigação.
Salário inicial: R$ 8 a 12 mil.

  • 2ª fase para verificar a viabilidade da exploração:

4 – Engenheiro de perfuração
O profissional pode ter pós-graduação em petróleo, mas geralmente é uma pessoa que adquiriu experiência trabalhando para prestadoras de serviço para a indústria de óleo e gás.
Salário inicial: R$ 8 mil a 12 mil.

5 – Gerentes de perfuração
Formação técnica é a mesma do engenheiro de perfuração, o que diferencia é a função de gestão.
Salário médio: R$ 30 mil.

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6 – Gerente de contratos
Formação em engenharia é fundamental para gerenciar contratos de todos os tipos no setor de óleo e gás. O cargo, por ser de gestão, pede experiência técnica.
Salário médio: R$ 15 mil a 40 mil.

7- Gerente de Projeto
É o gestor responsável por projetos específicos dentro da planta de exploração. Formação também em engenharia e experiência prévia são fundamentais para este cargo.
Salário médio: R$ 15 mil a 40 mil.

  • 3ª fase de produção:

8 – Gerente de engenharia
É quem vai comandar a equipe de engenheiros nos projetos que podem abarcar desde a tubulação da embarcação FPSO como também a parte mecânica, elétrica, entre outras. Como ocorre com os outros cargos de gestão em óleo e gás já citados, ter experiência na área vai fazer toda a diferença para garantir uma oportunidade nesta posição.
Salário médio: R$ 15 mil a 40 mil.

9 – Gerente de operação
Formado em engenharia. Segundo o especialista da Michael Page, o profissional será responsável por gerenciar toda a planta química off-shore que é a FPSO. Por isso, a experiência é o diferencial para garantir a vaga.
Salário médio: R$ 35 mil a 50 mil.

10 – Gerente de plataforma
Formação em engenharia e experiência prévia são fundamentais para o cargo. Outro ponto importante é a necessidade das habilidades de gestão e comprometimento com o projeto.
Salário médio: R$ 25 mil a 35 mil.

11 – Oficiais de náutica
De acordo com Stefani, este é um gargalo de formação no Brasil. “Os oficiais de náutica são formados pela Marinha e é uma área que não desperta muita atenção dos jovens na época de faculdade. Além disso, cada uma das embarcações que fazem o apoio da produção precisa ter oficiais de náutica”, finaliza.
Salário médio: R$ 30 mil.