The AgriBiz: Puxada pela China, exportação de soja deve bater recorde anual

Segundo dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais, Brasil se aproxima de 102 milhões de toneladas com embarques programados para este mês

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Produtores de soja  (Foto: REUTERS/Matias Baglietto)
Produtores de soja (Foto: REUTERS/Matias Baglietto)

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O Brasil deve bater seu recorde de exportação de soja em 2025 — e com dois meses de antecedência. Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (8) pela Anec, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais, o line-up — a programação de navios — indica 7,1 milhões de toneladas de soja a serem embarcadas e outubro.

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É um nível aquecido: em outubro de 2024, as vendas foram de 4,4 milhões de toneladas. Ou seja, a expectativa é de um crescimento de 60% na comparação anual.

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Com isso, as exportações da oleaginosa devem chegar a 102,2 milhões de toneladas, ultrapassando, em dez meses, o recorde anterior anual, que era de 101,3 milhões de toneladas de soja durante os 12 meses de 2023.

Ainda de acordo com a Anec, a previsão para novembro e dezembro é de envios de mais 8 milhões de toneladas, aproximando o total estimado no ano de 110 milhões de toneladas, o provável novo recorde.

A diferença será grande com relação ao saldo de 2024, de 97,3 milhões de toneladas, afetado pela quebra da safra por problemas climáticos.

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O impacto chinês

A Anec creditou o aumento nos volumes às compras da China. Só em setembro, o país asiático importou 6,5 milhões de toneladas de soja do Brasil, um volume que representa impressionantes 93% do total.

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O país asiático deixou de comprar a soja dos Estados Unidos em maio, em retaliação às tarifas e restrições comerciais impostas pelos americanos sobre os produtos chineses. E mantém a posição enquanto aguarda um acordo comercial com a Casa Branca.

Por isso, o line-up continua aquecido por aqui no último trimestre do ano — período em que normalmente os chineses são atendidos pelos produtores norte-americanos. Estes, aliás, estão começando a colher nova safra sem o principal cliente. A expectativa, no mercado norte-americano, é de que a paralisação do comércio entre Estados Unidos China resulte em uma crise de armazenamento por lá.

Conteúdo produzido por The AgriBiz.

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