The AgriBiz: A busca dos gestores de Fiagro para reduzir a volatilidade

Em evento promovido pela XP, gestores de casas como Riza e EB Capital discutiram a estratégia de retomada da indústria de Fiagro

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Agronegócio (Foto: Tom Fisk/ Pexels)
Agronegócio (Foto: Tom Fisk/ Pexels)

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Em um momento de investidores ainda avessos a risco, os gestores de ativos ligados ao agronegócio apostam em estratégias capazes de reduzir a volatilidade dos Fiagros para fazer a indústria, que conta com um patrimônio líquido de R$ 40 bilhões, voltar a acelerar.

Para Paulo Fleury, gestor da EB Capital, um dos caminhos de mitigação do susto da volatilidade do agronegócio para os investidores está na formação de novos produtos estruturados.

Com a divisão de cotas sênior e subordinadas, deixando os próprios gestores com as cotas de maior risco, o investidor terá conhecimento e segurança a respeito do tipo de risco que está tomando.

“Obviamente, a subordinada tem uma expectativa de retorno muito maior do que a sênior, mas é a primeira perda. Se você pensar em um produto, por exemplo, com 20% de subordinação, existe uma gordura muito grande até haver uma perda efetiva para o investidor da sênior”, destacou o gestor durante o XP Agro Forum, evento realizado na terça-feira em São Paulo.

Da porta para dentro, a atenção à formalização das garantias (sejam elas terras ou recebíveis) e a atenção ao tipo de tomador também é um ponto-chave para garantir mais segurança aos investidores.

Para Paulo Mesquita, gestor de Fiagro da Riza, o momento é de buscar operações com spreads menores, adaptadas ao risco de cada produtor.

“Eu não emprestaria meu dinheiro hoje a alguém que hoje quer tomar a CDI+10%. Esse cara não vai pagar. Existem outras formas de chegar a uma rentabilidade atrativa nos fundos, por exemplo, aproveitando a curva pré de juros”, destacou Mesquita.

O consenso entre os gestores é que governança e confiabilidade são prioridades para os Fiagros avançarem — e terem uma imagem cada vez mais clara na mente dos investidores.

“Há quatro anos, eu tinha dez segundos para apresentar ao investidor o que era um Fiagro. Hoje isso já mudou, o empresário já entendeu que é uma nova forma de tomar crédito. Estamos ajudando a desmistificar toda essa parte ligada ao mercado de capitais, do CRA aos fundos”, exemplificou Gustavo Gomes, gestor de Fiagro da XP.

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Conteúdo produzido por The AgriBiz.

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