Startups: Dona de império dos ônibus, holding da família Barata entra em tecnologia

Grupo Guanabara já comercializa três softwares para o setor rodoviário e aposta em digitalização para concorrer com novos players

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O Grupo Guanabara, fundado por Jacob Barata, conhecido como o Rei dos Ônibus, está entrando no mercado de tecnologia. O conglomerado fundado em 1968 no Rio de Janeiro e com atuações no transporte de passageiros, concessionárias de automóveis e no setor financeiro, possui também três empresas de software as a service (SaaS) para empresas de ônibus no seu portfólio.

O empreendimento é comandado hoje por Jacob Barata Filho, desde a morte do fundador em 2023. A aposta em tecnologia acontece em um momento em que o segmento de transportes, assim como outros mercados tradicionais, vem sendo disputado por players nativos digitais. Entre eles, empresas como Buser e FlixBus.

A Uber chegou a cogitar entrar nesse mercado no Rio de Janeiro, mas a operação não foi para a frente. Em janeiro de 2025, a companhia lançou o Uber Shuttle no trajeto entre as cidades de Guarulhos e São Paulo, em parceria com a Viação MIMO.

“A forma de crescer até aqui foi de um jeito, mas manter a liderança exige outra abordagem. Diferentemente dos novos players, sabemos operar bem e temos capacidade de desenvolver a melhor tecnologia, o que nos permite competir de igual para igual”, afirma Felipe Moimaz, CTO do Grupo Guanabara, em entrevista ao Startups.

A empresa foi uma das patrocinadoras do Hackathon de IA promovido pela Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ e pela Made in Rio, em parceria com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), AWS, Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e Prefeitura do Rio de Janeiro.

O evento de abertura aconteceu na última sexta-feira (25) no Instituto 12, no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro.

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“Estamos investindo em tecnologia para revolucionar o setor. Temos diversas verticais, desde a nossa plataforma de e-commerce para venda digital de bilhetes, até IA para precificação dinâmica, algo que as companhias aéreas já tinham consolidado, mas o setor rodoviário ainda não”, aponta o executivo.

O Grupo Guanabara foi um dos acionistas do consórcio controlador da Webjet antes de a companhia aérea ser vendida para a Gol em 2011. Segundo Felipe, o software proprietário utilizado nas operações de ônibus atualmente foi inspirado nos sistemas usados no setor de aviação.

Além do uso de tecnologia em processos internos, a holding possui três empresas de SaaS para o mercado: a Smart Travel (plataforma de gestão de passagens), MPlan (gestão operacional da frota e de motoristas) e a Viva Fidelidade (programa de benefícios). Todas operam de forma independente, com o Grupo Guanabara como um dos clientes.

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Segundo o CTO, apesar de a frente de tecnologia já corresponder a uma parte “relevante” do faturamento da holding, o core business continua sendo a operação de ônibus. A ideia, no entanto, é que a tecnologia ganhe cada vez mais importância entre os negócios. “Nosso foco é a virada do core business para operar mais tecnologia”, observa Felipe.

O Grupo Guanabara chegou a criar um escritório de tecnologia na Barra da Tijuca, no Rio, para concentrar o desenvolvimento dessa frente de negócios. O conglomerado já está presente em todos os estados do Brasil.

“O comportamento do usuário e do consumidor está mudando muito e muito rápido, principalmente com a IA. E a gente tem que acompanhar isso. Nesse ônibus de inovação, a gente não quer ser o passageiro, a gente vai ser o motorista”, afirma Felipe.

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Conteúdo produzido por Startups.com.br


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