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O Google Could (GOGL34) está apostando na inteligência artificial como o próximo motor de transformação do setor financeiro. Durante painel realizado nesta quinta-feira (28), em um evento da companhia em São Paulo, Rafael d’Ávila, Head de Serviços Financeiros do Google Cloud no Brasil, afirmou que bancos e fintechs precisarão acelerar a adoção da tecnologia para enfrentar desafios ligados à eficiência operacional, experiência do cliente e segurança digital.
Durante a apresentação, o executivo destacou cinco apostas centrais da companhia para o mercado financeiro: inteligência artificial multimodal, agentes autônomos, busca assistida, experiências hiperpersonalizadas e segurança reforçada com IA.
“Nós temos o regulador bastante ativo, o sistema Open Finance, por exemplo, no Brasil. Com o dinheiro mudando de inscrição a cada vez mais rápido, A gente também deve acompanhar o aumento da competitividade cada vez maior nos próximos anos. Não existe mais espaço para sistemas ineficientes nesse novo cenário de produção cada vez mais rápida”, afirmou Rafael durante o painel.
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Em uma mesa redonda com jornalistas, o executivo explicou que o problema está principalmente na estrutura de sistemas legados ainda presente em instituições financeiras tradicionais, que foram construídos em momentos diferentes e sem uma visão integrada da jornada do cliente.
Na prática, isso faz com que bancos ainda obriguem consumidores a repetir informações já fornecidas anteriormente, já que os dados ficam isolados em diferentes plataformas internas. “Isso acaba atrapalhando a experiência, a principalidade e a personalização”, complementou o Head de Serviços Financeiros.
Ainda de acordo com o executivo, esse cenário é mais comum em bancos tradicionais do que em fintechs mais recentes, que geralmente nascem com uma arquitetura tecnológica mais moderna e orientada ao cliente. Conforme Rafael, essas instituições mais novas tendem a ter maior facilidade para integrar dados, usar computação em nuvem e incorporar inteligência artificial em suas operações.
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Para o profissional, a dificuldade de organizar e compartilhar informações entre sistemas impacta não apenas a eficiência operacional, mas também limita a personalização de produtos e o aproveitamento do Open Finance.
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A segurança, inclusive, foi apontada por Rafael como uma das principais preocupações do Google Cloud no avanço da inteligência artificial dentro do setor financeiro. Segundo o executivo, a mesma tecnologia que potencializa ganhos de eficiência para empresas e consumidores também amplia a capacidade de fraudadores e hackers de desenvolver golpes, explorar vulnerabilidades e criar deepfakes cada vez mais convincentes.
“A inteligência artificial está disponível para todos. Inclusive para quem tem más intenções. No Google, a gente tem a filosofia de combater ataques feitos com inteligência artificial com o uso da inteligência artificial”, revelou.
Para reforçar essa estratégia, o Google ampliou nos últimos anos os investimentos em segurança cibernética e ferramentas de detecção de ameaças. O executivo relembrou que a companhia passou a reforçar suas políticas de proteção após sofrer um grande ataque hacker há mais de 15 anos — episódio que originou o chamado “Projeto Aurora” e levou a empresa a adotar um modelo de segurança baseado em “Zero Trust”, no qual nenhum acesso é automaticamente confiável.
O executivo também destacou a aquisição da startup israelense de segurança cibernética Wiz, anunciada em 2025 por US$ 32 bilhões — a maior aquisição da história do Google. De acordo com Rafael, a Wiz foi incorporada ao portfólio da companhia para acelerar a detecção e correção de vulnerabilidades justamente em um momento em que ameaças impulsionadas por IA tendem a crescer. A tecnologia da empresa utiliza agentes de inteligência artificial capazes de identificar falhas de segurança ainda durante o desenvolvimento do código, antes mesmo de os sistemas serem lançados.
No que diz respeito aos agentes autônomos, Rafael foi enfático ao diferenciar essa nova geração de ferramentas dos tradicionais chatbots ou sistemas baseados em respostas estáticas. “Os agentes dessa nova era são assistentes que agem sozinhos”, afirmou.
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Para viabilizar esse tipo de solução, o Google Cloud oferece plataformas como o Agent Studio, que permite criar e escalar agentes em paralelo, e o Agent Development Kit (ADK), voltado para arquiteturas mais complexas. “Agora ele permite criar redes, onde esses agentes trabalham delegando e dividindo tarefas entre si”, explicou.
Conteúdo produzido por Startups.com.br