Publicidade
A startup gaúcha de vinho em lata Lovin’ Wine surgiu no auge da pandemia de covid-19 com a proposta de “espalhar a palavra” pelas redes sociais sobre um novo conceito da bebida. A esmagadora maioria do público – 95% – era de mulheres. A marca ampliou as vendas em mais de 150% num intervalo de três anos, para 350 mil latas em 2023, atraiu cerca de 300 investidores em rodada de crowdfunding (financiamento coletivo) e agora coloca em prática sua mais nova prioridade: conquistar um lugar nas gôndolas de supermercados e no varejo físico.

Um dos movimentos rumo a esse objetivo foi uma parceria com a marca Campari, que escolheu a versão de vinho branco da startup como espumante para o drink Aperol Spritz. Com isso, a empresa fechou um contrato para distribuir a bebida na rede Pão de Açúcar, do grupo GPA, alcançando 400 lojas no Brasil. O vinho enlatado também já chegou a redes como St. Marché e Sam’s Club.
“Fortalecemos nossa presença em canais estratégicos, como varejo alimentar, eventos corporativos e lojas de bebidas. No último ano, nossa distribuição aumentou significativamente e estamos acelerando ainda mais”, conta ao InfoMoney Lucas Aguiar, CEO da Lovin’ Wine, sem revelar os números.
Dentro da estratégia, estão outras parcerias com marcas alinhadas à proposta da startup, como a Easy Drinks e Monin. Para além do mercado de bebidas, a empresa já se uniu a Scarf me, Jogê Lingerie, Lemon Basics, Alva Personal Care e Lez a Lez, além de parcerias com marcas de decoração e acessórios como a Cian Candle, L’envie Parfums e Oikos.

A empresa não abre números recentes, mas Aguiar afirma que, nos últimos dois anos, a dobrou tanto o volume de vendas quanto o faturamento.
Novo conceito para o vinho
Fundada em 2020 por sete amigos no Rio Grande do Sul, a Lovin busca mudar a forma como o brasileiro consome vinho, sem precisar abrir uma garrafa inteira para saborear. Focada em um público premium – a latinha de 269 mililitros sai por cerca de R$ 17 –, a bebida tem como objetivo vender uma dose individual. Começou com interação direta com seguidores no Instagram e foi para o e-commerce antes de chegar ao varejo físico.
Continua depois da publicidade
Em 2021, a startup fez sua primeira rodada de investimentos via Captable (plataforma de crowdfunding) e levantou R$ 2 milhões, atraindo cerca de 300 sócios-investidores na captação. Em nova rodada, mais recente, levantou pouco mais de R$ 1 milhão – cifra que deve continuar sendo destinada para ampliar o alcance nas lojas físicas.