A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) anunciou, na semana passada, a proibição de novos dispositivos robóticos fabricados no exterior, para combater ameaças à segurança nacional. A medida definiu “dispositivos robóticos avançados” como um dispositivo móvel mecânico capaz de locomoção, desvio de obstáculos, navegação ou movimento no solo.
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Segundo comunicado da FCC, a razão para a proibição é que “dispositivos robóticos avançados” fabricados fora dos Estados Unidos representam um risco de vulnerabilidades na cadeia de suprimentos que poderiam desestabilizar a economia americana. Os dispositivos também poderiam criar um risco de segurança cibernética, ameaçando a infraestrutura dos EUA.
A questão, contudo, é que, em sua maioria, os robôs aspiradores são fabricados fora dos Estados Unidos, em países como a China, Cingapura e Vietnã. A única fabricante local, que poderia ser beneficiada com a medida é a Matic, com produtos que podem custar até seis vezes mais que os concorrentes estrangeiros.
Escalada de tensões
Após o anúncio da FCC, a China reagiu classificando a medida como discriminatória e ameaçando retaliação. Em comunicado em tom duro, o Ministério do Comércio da China acusou o governo Trump de lançar uma nova provocação que “prejudicará gravemente a estabilidade das relações econômicas e comerciais entre China e EUA, além de interromper seriamente a estabilidade das cadeias industriais e de suprimentos globais”.
