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Para BNP Paribas, projetos de energia renovável devem “destravar” em 2024

Mudança climática e crescimento econômico apontam para alta dos preços do mercado livre 

Lucinda Pinto

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O ano de 2023, cheio de surpresas e instabilidade, caminha para fechar com um saldo positivo para o mercado de capitais. Após o colapso do mercado de crédito, que despencou 40% no primeiro semestre ante igual período do ano anterior em termos de volume, reflexo da crise da Americanas e da Light e do cenário de juros altos, o saldo do ano deve ser de um recuo de 25% em termos anuais.

Para Fábio Jacob, head de global credit markets Brasil do BNP Paribas, essa projeção demonstra que há uma recuperação nos últimos meses do ano, que deve ter sequência ao longo de 2024.

Terceira maior instituição financeira estrangeira no Brasil, o banco francês acredita que o mercado de capitais estará “em pleno funcionamento em 2024” e vê nos setores de mobilidade e energia renovável as principais oportunidades. Segundo Jacob, dos cinco mandatos de assessoria de estruturação de financiamento que o banco tem hoje, dois são do setor, sendo um de energia eólica e o outro de energia solar.

Para o próximo ano, esse número de mandatos deve subir para nove.

O executivo diz que há um represamento de projetos de energia renovável, por causa da queda do preço do mercado livre de energia. “Temos 150 GW já outorgados pela Aneel, cujas plantas nem começaram a ser construídas, diante do cenário do preço spot pouco atrativo”.

A perspectiva, entretanto, é de que esses preços voltem a subir, por causa das mudanças climáticas que devem tornar a hidrologia menos favorável, além da autorização para que o consumidor de alta tensão venha a aderir ao mercado livre a partir de 2024.  “A demanda por energia continua crescendo e o preço da energia deve ganhar tração. Isso deve destravar esses projetos que estavam represados”.

Lucinda Pinto

Editora-assistente do Broadcast, da Agência Estado por 11 anos. Em 2010, foi para o Valor Econômico, onde ocupou as funções de editora assistente de Finanças, editora do Valor PRO e repórter especial.