Ministérios do México investigam surto alimentar associado a alface do Taco Bell

Fornecedora da rede de fast food no México é está ligada a contaminações por ciclosporíase nos EUA

Reuters

Uma unidade da Taco Bell, da Yum! Brands Inc., em Encinitas, Califórnia (EUA), em 3 de outubro de 2016. (Foto: REUTERS/Mike Blake/Foto de arquivo)
Uma unidade da Taco Bell, da Yum! Brands Inc., em Encinitas, Califórnia (EUA), em 3 de outubro de 2016. (Foto: REUTERS/Mike Blake/Foto de arquivo)

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Os Ministérios da Saúde e da ⁠Agricultura do México anunciaram que estão investigando um grande ‌surto de uma doença de origem alimentar nos Estados Unidos associado à alface cultivada no México e vendida na rede Taco ‌Bell.

A Cofepris, órgão regulador sanitário do México, e a Senasica, órgão regulador da agricultura e da segurança alimentar do país, afirmaram em comunicado na sexta-feira (17) que contam com um grupo de trabalho técnico interagências investigando o caso e adotando medidas preventivas.

O grupo realizou ⁠inspeções ‌e análises de rastreabilidade que “são de natureza estritamente preventiva” e “visam ⁠mitigar qualquer risco potencial à saúde”, afirmaram as agências.

O CDC registrou cerca de 100 hospitalizações de pessoas que adoeceram com ciclosporíase, uma infecção parasitária que pode causar diarreia grave e outros sintomas gastrointestinais, após consumirem alface picada em restaurantes ​da rede Taco Bell nos Estados de Indiana, Kentucky, Michigan, Ohio e Virgínia Ocidental.

Na sexta-feira, a Taylor Farms, fornecedora ​de alface com sede na Califórnia, e a distribuidora de alimentos Sysco, a maior dos Estados Unidos, informaram que estão retirando do mercado a alface proveniente do centro do México, com base em informações fornecidas pela Administração de Alimentos e Medicamentos ‌dos EUA (FDA).

Uma fonte do setor, que pediu ​anonimato por não estar autorizada a falar com a mídia, disse à Reuters que a alface foi produzida em sacos de 5 libras (2,3 kg) nas instalações ⁠da Taylor Farms em ​Guanajuato, no centro ​do México. A fonte também afirmou que a Sysco distribui amplamente esses sacos para ⁠hospitais, estádios de beisebol e ​redes de fast-food.

Os Ministérios da Saúde e da Agricultura do México alertaram em seu comunicado que “a investigação continua em andamento, e é importante ​enfatizar que identificar o país de origem de um produto por meio da rastreabilidade não confirma, por si ​só, que a contaminação ⁠tenha ocorrido no México”.

As instalações de cultivo e processamento da Taylor Farms no México ⁠foram a origem de outro grande surto de ciclosporíase nos EUA. Um surto ocorrido em 2013 afetou mais de 600 pessoas em 25 Estados, segundo o CDC, e foi atribuído a uma mistura de saladas da Taylor Farms de México, em Guanajuato.