Meta vai mudar de nome: empresa brasileira faz acordo com big tech e vira Insi

Companhia gaúcha com mais de 30 anos faz acordo com a dona do Facebook e mira expansão internacional e faturamento de R$ 1 bilhão

Mariana Amaro

Ativos mencionados na matéria

Publicidade

A Meta IT, empresa gaúcha de tecnologia, vai mudar de nome. E a razão para isso é a xará internacional, Meta (M1TA34), dona do Facebook. Embora tenha surgido primeiro, a brasileira, fundada em 1990, preferiu encerrar, com um acordo, um processo judicial pelo uso do nome que se arrastava há anos e barrava planos como o de uma expansão internacional, por exemplo. Agora, a brasileira passa a se chamar Insi. Os detalhes do acordo não foram divulgados.

A mudança vem em conjunto com um novo ciclo de crescimento para a empresa nascida no Rio Grande do Sul. Com clientes em 20 países e posição consolidada na América do Norte, a companhia ensaia sua entrada na China e suas vizinhanças.

“Chegamos a este momento porque construímos, ao longo dos últimos anos, uma base sólida de crescimento. Foi essa consistência que nos permitiu ousar e ampliar o horizonte, entrar na China, fortalecer a presença na Europa e nas Américas e levar para o mundo o que desenvolvemos no Brasil. Mais do que expansão geográfica, isso se traduz em mais competitividade para os nossos clientes em seus respectivos setores”, afirma Telmo Costa, CEO e fundador da Insi.

Estude no exterior

Faça um upgrade na carreira!

Crescimento internacional

Em seu novo momento, a empresa coloca no centro o novo papel da tecnologia na estrutura dos negócios. “Apenas as abordagens que integram estratégia, cultura, liderança, tecnologia, dados e IA, com rigor na execução, conseguem dar conta de garantir competitividade e preparar as empresas para os novos ciclos de crescimento e transformação em seus mercados. É isso que impulsiona a Insi e nos conduz neste novo ciclo”, afirma Costa.

Hoje, pouco mais de 15% da receita total da companhia corresponde a contratos em moeda forte. Com a expansão, a companhia prevê atingir faturamento de R$ 1 bilhão em 2027, tanto de forma orgânica quanto por meio de aquisições e fusões.

A estratégia para o crescimento vem, principalmente, de um forte investimento em evolução digital e IA. Até 2025, por exemplo, a companhia investiu R$ 55 milhões. A previsão de investimento para os próximos 24 meses é quase o dobro deste montante: R$ 100 milhões.

Continua depois da publicidade

História da empresa

Ainda jovem, Telmo se encantou pelo mundo da computação após ler uma revista sobre o tema. Foi o suficiente para que ele abandonasse a engenharia elétrica no terceiro ano do curso, pedisse demissão do estágio e mergulhasse de cabeça no novo universo. O executivo começou fazendo cursos de programação no Senac e depois fez um novo vestibular, para análise de sistemas. A história da companhia já foi tema de um episódio do Do Zero ao Topo, o programa que conta histórias de empreendedores do Brasil.

O executivo tinha 24 anos quando abriu a Meta, com dois sócios. “O nome veio como um desafio para nós mesmos de seguir se reinventando continuamente”, conta. Os dois primeiros clientes vieram de uma consultoria onde Telmo trabalhou e que ficou mal das pernas durante o Plano Collor – era início da década de 90. 

“Na época da reserva de mercado, quem tinha computadores eram basicamente as grandes empresas. Ou era multinacional, empresas do governo, ou as grandes empresas nacionais”, explica o CEO da Meta. A empresa aproveitou o gargalo para prestar suas primeiras consultorias de informatização e desenvolvimento de sistemas, focando em médias e grandes empresas.

Telmo e os sócios ainda operavam a Meta da garagem de casa com um computador emprestado quando conquistaram seu primeiro grande cliente, a italiana Pirelli. Foi a virada de chave para construir reputação e atrair outros grandes nomes para o portfólio. Hoje a companhia tem atividades em centenas de cidades pelo mundo.

Mariana Amaro

Jornalista com experiência na cobertura de negócios e empreendedorismo. Apresenta o podcast Do Zero ao Topo