Meta corta 10% dos empregos na divisão de realidade virtual

Reality Labs, responsável por headsets de VR e metaverso, segue dando prejuízo bilionário enquanto Zuckerberg redireciona orçamento para novos dispositivos de inteligência artificial

Bloomberg

CEO da Meta, Mark Zuckerberg (David Paul Morris/Bloomberg)
CEO da Meta, Mark Zuckerberg (David Paul Morris/Bloomberg)

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A Meta planeja cortar 10% dos empregos na divisão Reality Labs, como parte de uma estratégia mais ampla para deslocar recursos de alguns produtos de realidade virtual para outros dispositivos de IA vestível.

Os cortes são esperados ainda nesta semana, segundo uma pessoa a par dos planos da empresa, que não estava autorizada a falar publicamente. O CEO Mark Zuckerberg pediu aos executivos, no fim do ano passado, que buscassem reduções de orçamento dentro da Reality Labs, incluindo cortes em alguns dos produtos de realidade virtual e metaverso da companhia, conforme noticiou anteriormente a Bloomberg News.

A Reality Labs, que abriga as equipes responsáveis por headsets de realidade virtual, óculos com IA e produtos ligados ao metaverso, vem registrando perdas de bilhões de dólares por trimestre nos últimos anos, à medida que a Meta investe em produtos que ainda não geram receita relevante.

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Em dezembro, executivos discutiram cortes de orçamento de até 30% para o grupo de metaverso, que faz parte da Reality Labs, segundo a Bloomberg News. A divisão tem cerca de 15 mil funcionários. O New York Times noticiou antes os planos de demissões da Meta para esta semana.

Um porta-voz da Meta, sediada em Menlo Park, Califórnia, preferiu não comentar.

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