Medley vê venda de remédios em supermercados como chance de “democratizar acesso”

Em entrevista ao InfoMoney, Lucia Rossato diz que novo canal não ameaça farmácias, desde que respeite regras da Anvisa

Maria Luiza Dourado

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A Medley vê com bons olhos a ampliação da venda de medicamentos em supermercados no Brasil. “A gente vê como uma oportunidade de democratizar o acesso a medicamentos”, disse a diretora-geral da companhia, Lucia Rossato, em conversa exclusiva ao InfoMoney Entrevista.

De acordo com a executiva, a entrada de novos canais não elimina a relevância das farmácias tradicionais e precisa ocorrer dentro de limites regulatórios claros. “Não vemos que um canal se sobrepõe ao outro”, afirmou.

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Rossato comparou a novidade ao avanço do e-commerce farmacêutico, que ganhou força após a pandemia e hoje já responde por uma fatia relevante das vendas de algumas redes, chegando a mais de 20% do faturamento — mesmo em um segmento que opera sob regras rígidas de comercialização.

A executiva lembrou que cerca de 80% do portfólio da Medley é composto por medicamentos de prescrição, que não podem ser divulgados diretamente ao consumidor e continuarão atrás do balcão da farmácia.

“A gente acompanha essa discussão como indústria para estar preparada, seja qual for a resolução final, mas os limites do que fazer e do que não fazer são muito claros. Medicamento é medicamento e precisa ser usado de acordo com a bula”, afirmou.

Maria Luiza Dourado

Repórter de Finanças do InfoMoney. É formada pela Cásper Líbero e possui especialização em Economia pela Fipe - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas.