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Marcas não são mais donas da própria reputação, afirma diretora do TikTok

Durante o evento em Boston, Keiko Mori destacou que as pessoas valorizam a autenticidade e a vulnerabilidade

Amanda Garcia

Keiko Mori, à esquerda, explicou como o TikTok tem dominado espaços culturais (Foto: Isabela Rosa/MBA Brasil)
Keiko Mori, à esquerda, explicou como o TikTok tem dominado espaços culturais (Foto: Isabela Rosa/MBA Brasil)

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BOSTON – O mercado passa por uma transformação intensa, na avaliação de Keiko Mori, head de creative product marketing do TikTok para a América do Norte. Ela participou de um evento promovido pelo MBA Brasil em Boston, nos Estados Unidos, e explicou como as marcas devem encarar o mercado de influência e como a reputação passa por isso.

“Vivemos em um período de transformação, no qual a descoberta acontece por meio do entretenimento e da comunidade. A cultura se move rápido e as tendências decolam. Comunidades e criadores falam e representam marcas também, para além das próprias marcas”, afirmou.

Segundo Keiko, essa reputação agora passa pelos influencers, e o TikTok é prova disso: “Por ser uma plataforma que abre muito os mercados e que, agora, já lança tendências de moda, wellness e saúde. Antes, as descobertas eram feitas no Google; agora, começam no TikTok, e isso traz um impacto cultural.”

Ao mesmo tempo, plataformas como o TikTok, conforme explicou Keiko, dependem de uma leitura precisa do movimento do mercado: “É necessária adaptação ao local, por isso, por exemplo, o TikTok Shop demorou a entrar no Brasil.”

“Começamos a entender que o mercado ocidental exige mais calma e cautela”, disse.

A plataforma chinesa vê grande valor justamente no mercado de influencers. “A empresa é construída 50% voltada para marcas e 50% para criadores. Damos a mesma atenção e peso para ambos.”

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Diante desse cenário, há nuances no app que diferem de outras redes sociais: “Às vezes, vemos criadores reclamando que têm números melhores no Instagram, mas que não se traduzem no TikTok. Isso porque é outra língua, outro idioma mesmo entre as duas plataformas; não basta apenas fazer o upload do mesmo conteúdo.”

Keiko defende que “as marcas precisam ser vulneráveis”: “A comunidade do TikTok não quer perfeição, quer autenticidade.”

Keiko Mori participou da quarta edição da Conferência MBA Brasil. Neste ano, 300 estudantes brasileiros estiveram presentes no MIT Media Lab, em Boston, e assistiram a palestras sobre temas como inteligência artificial, transformações do mercado, sustentabilidade, transformação digital e muito mais.

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*A repórter viajou a convite da MBA Brasil