Maratonistas batem recorde e a Adidas ganha impulso nas corridas

Com dois maratonistas abaixo de 2h e vitória de Tigst Assefa, Adizero Adios Pro Evo 3 vira vitrine da estratégia da marca para disputar um mercado de corrida bilionário

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Sabastian Sawe, do Quênia, celebra com seu tênis Adidas depois de estabelecer um novo recorde mundial masculino durante a Maratona de Londres, em 26 de abril de 2026 (Foto: Alex Davidson/Getty Images Europe /)
Sabastian Sawe, do Quênia, celebra com seu tênis Adidas depois de estabelecer um novo recorde mundial masculino durante a Maratona de Londres, em 26 de abril de 2026 (Foto: Alex Davidson/Getty Images Europe /)

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(Bloomberg) — Enquanto atletas e espectadores se encantam não com um, mas com dois homens rompendo a antes impensável barreira de duas horas na Maratona de Londres deste ano, a fabricante alemã de artigos esportivos Adidas AG também tem motivo para comemorar.

O queniano Sabastian Sawe e o etíope Yomif Kejelcha cruzaram a linha de chegada neste domingo calçando o novo e ultraleve tênis de corrida de US$ 500 da marca.

Sawe abriu vantagem sobre Kejelcha nos instantes finais da prova para alcançar o impressionante recorde mundial de 1 hora, 59 minutos e 30 segundos, mais de um minuto abaixo da melhor marca anterior do evento. Kejelcha terminou apenas 11 segundos atrás, um feito notável em sua primeira competição na distância de 26,2 milhas (42,2 quilômetros).

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Na prova feminina, a etíope Tigst Assefa se desgarrrou da queniana Hellen Obiri na última milha para vencer com o tempo de 2 horas, 15 minutos e 41 segundos, ligeiramente melhor do que no ano passado, quando ela quebrou o recorde mundial em prova exclusiva para mulheres.

Para os três, o denominador comum foi o Adizero Adios Pro Evo 3, da Adidas, tênis que a companhia apresentou na quinta-feira e que pesa apenas 97 gramas em um tamanho padrão. É a versão mais leve já produzida do tipo de tênis de corrida que transformou o esporte das provas de longa distância na última década.

“Esse é um testemunho de anos de trabalho duro e dedicação deles, junto com nosso time de inovação, que construiu um ‘super tênis’ que rompe novas fronteiras”, disse Patrick Nava, gerente-geral de corrida da Adidas.

Obiri usava o LightSpray Cloudboom Strike, da On Holding AG, um tênis de corrida sem cadarço de US$ 330 produzido por robôs. Ela quebrou seu próprio recorde pessoal ao ficar em segundo lugar na prova feminina, atrás de Assefa.

Sawe chegou a superar o tempo de Eliud Kipchoge, que em 2019 correu a distância em 1h59min40s em um evento organizado pela Nike, em Viena, que não foi elegível para recorde mundial. Naquela ocasião, uma série de corredores marcou o ritmo para Kipchoge na maior parte da prova.

Em Londres, Sawe e Kejelcha pressionaram um ao outro nos quilômetros finais, muito depois de terem deixado para trás os marcadores de ritmo oficiais.

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Para as marcas, ter um vencedor de alto perfil calçando seu modelo mais recente adiciona um selo de legitimidade. E o mercado de tênis de corrida está em franca expansão: nos EUA, ele cresceu 13% nos 12 meses até fevereiro, para US$ 8,1 bilhões, segundo a consultoria Circana LLC. É uma fatia importante da categoria mais ampla de tênis de performance, que pode chegar a US$ 104 bilhões em vendas globais até 2030, de acordo com dados da Euromonitor.

A Adidas vem reconstruindo sua franquia de corrida nos últimos anos, tentando capitalizar a popularidade crescente do esporte — que ajudou a impulsionar o avanço de marcas desafiantes como Hoka, On e Brooks. A empresa alemã tem se beneficiado da forte demanda pelo confortável Adizero Evo SL, de US$ 150, uma versão menos extrema do tênis de maratona usado por Sawe e outros atletas.

O foco em corrida faz parte dos esforços do presidente-executivo Bjorn Gulden para extrair mais lucro da linha de artigos de performance esportiva e reduzir a dependência da marca de itens de moda, como os tênis Samba e Gazelle.

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(Corrige a grafia do nome de Sabastian Sawe no segundo parágrafo.)
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