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Lufthansa relata receio quanto ao aumento do preço do combustível de aviação

Fechamento do Estreito de Ormuz devido à guerra no Oriente Médio tem provocado aumento no custo do querosene de aviação

Iuri Santos

FOTO DE ARQUIVO: Aviões da Lufthansa estacionados na pista durante uma greve do sindicato dos comissários de bordo (UFO) no aeroporto de Frankfurt, Alemanha, em 7 de novembro de 2019. REUTERS/Ralph Orlowski/Foto de Arquivo
FOTO DE ARQUIVO: Aviões da Lufthansa estacionados na pista durante uma greve do sindicato dos comissários de bordo (UFO) no aeroporto de Frankfurt, Alemanha, em 7 de novembro de 2019. REUTERS/Ralph Orlowski/Foto de Arquivo

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A companhia aérea Lufthansa sinalizou o receio de que a continuidade da guerra no Oriente Médio por um período longo possa aumentar o preço do combustível para aviões.

“A disponibilidade de combustível de aviação já é um problema em alguns aeroportos asiáticos”, disse Grazia Vittadini, membro do Conselho de Administração para Tecnologia, TI e Inovação, em entrevista ao veículo de imprensa alemão Die Welt. A executiva afirmou que, quanto mais tempo o Estreito de Ormuz permanecer bloqueado, “mais crítica poderá se tornar a segurança do abastecimento de querosene”.

A passagem por onde escoa quase um quinto do petróleo mundial está fechada desde o fim de fevereiro como consequência da guerra entre EUA, Israel e Irã. A dificuldade de abastecimento já impactou o preço dos combustíveis mundialmente, o que inclui o querosene de aviação.

Vittadini afirma que as companhias aéreas estão parcialmente protegidas das oscilações: “O aumento dos preços do petróleo ainda está em grande parte atenuado por uma cobertura de 80% das necessidades de combustível deste ano. Mas, claro, também somos afetados pelo aumento dos preços do querosene”.

Iuri Santos

Repórter de inovação e negócios no IM Business, do InfoMoney. Graduado em Jornalismo pela Unesp, já passou também pelo E-Investidor, do Estadão.