Lilly compra biotech Kelonia por US$ 7 bilhões e aposta em nova terapia contra câncer

Acordo dá à farmacêutica acesso a tratamento experimental que promete simplificar e baratear a terapia celular

Bloomberg

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Sede da Eli Lilly and Company em Indianápolis.  

Fotógrafo: Scott Olson/Bloomberg
Sede da Eli Lilly and Company em Indianápolis. Fotógrafo: Scott Olson/Bloomberg

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A Eli Lilly (LILY34) concordou em comprar a Kelonia Therapeutics por até US$ 7 bilhões, garantindo acesso a um tratamento potencialmente de ponta para câncer de sangue.

Os acionistas da Kelonia receberão um pagamento inicial de US$ 3,25 bilhões em dinheiro, além de pagamentos posteriores atrelados ao cumprimento de metas clínicas, regulatórias e comerciais, disse a Lilly em comunicado.

O principal medicamento da Kelonia busca tratar pacientes com um tipo de câncer de sangue chamado mieloma múltiplo que não respondem aos tratamentos disponíveis.

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A empresa de capital fechado está desenvolvendo um tipo inovador de tecnologia conhecida como CAR-T. Tradicionalmente, células do sistema imunológico do paciente são removidas do corpo e geneticamente modificadas para se ligarem às células cancerígenas, sendo então reinfundidas para destruí-las.

A abordagem da Kelonia é conhecida como terapia “in vivo”, o que significa que ela atua diretamente dentro do paciente após uma única infusão. Não há necessidade de retirar as células para modificá-las, nem de administrar quimioterapia antes de devolvê-las ao organismo.

A empresa está atualmente recrutando pacientes para um estudo clínico de fase inicial do medicamento.

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Embora os investidores estejam concentrados principalmente nos tratamentos para perda de peso da Lilly, a companhia também é um grande player em oncologia, impulsionada em parte pela aquisição da Loxo Oncology, em 2019, por US$ 8 bilhões.

O Wall Street Journal noticiou pela primeira vez, no domingo (19), que a Lilly estava perto de fechar um acordo para adquirir a Kelonia.

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