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Por Oliver Griffin
SÃO PAULO, 24 Abr (Reuters) – A empresa israelense Casterra quer trabalhar com agricultores brasileiros para cultivar mamona para uso em biocombustíveis, visando uma área plantada de 200.000 hectares nos próximos cinco anos, disse o CEO e presidente do conselho Ofer Haviv.
O Brasil é uma potência na produção de biocombustíveis, onde vastas plantações de soja e cana-de-açúcar — entre outras matérias-primas — alimentam seus setores de biodiesel e etanol, respectivamente.
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No entanto, a produção brasileira de mamona continua pequena em comparação com outras commodities.
De acordo com a Conab, a previsão é de que a mamona cubra apenas 76.200 hectares na safra 2025/26, em comparação com os 48,5 milhões de hectares da soja.
A Casterra, de propriedade da empresa israelense de biotecnologia Evogene, realizou no mês passado testes de campo comerciais bem-sucedidos para o cultivo de mamona no Estado da Bahia, com plantações de 74 hectares.
‘Gostaríamos de encontrar grandes fazendeiros que começarão a cultivar mamona em escala comercial e agora também estamos conversando com participantes locais que comprarão os grãos dos fazendeiros’, disse Haviv em uma entrevista esta semana.
UM MILHÃO DE HECTARES
Nos próximos dez anos, a área usada para o cultivo da mamona poderá atingir 1 milhão de hectares, disse Haviv.
O objetivo é que os agricultores cultivem a mamona durante a segunda safra do Brasil, conhecida como safrinha, acrescentou ele.
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Como é tarde demais para plantar mamona este ano, a Casterra espera gerar interesse pela safrinha em 2027 e planeja passar 2026 estimulando agricultores a cultivar a safra.
A Casterra planeja investir cerca de US$5 milhões a US$10 milhões para formar equipes fortes de marketing e suporte agronômico, bem como uma unidade de produção de sementes, disse ele.
A empresa também está pesquisando maneiras de melhorar a qualidade da safra e a capacidade de colheita, acrescentou Haviv, dizendo que a Casterra se uniu a uma empresa italiana para melhorar o desempenho das colheitadeiras e limitar a perda de grãos.
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‘O segundo braço de atividade está melhorando a semente, melhorando o protocolo de crescimento e melhorando o desempenho do maquinário’, disse ele.