iFood Benefícios compra Caju e acelera transformação de mercado de R$ 150 bilhões

Acordo foi comunicado ao Cade nesta segunda-feira e ainda depende de aprovação do Banco Central. União junta 11 milhões de estabelecimentos na rede de aceitação do iFood com base de 70 mil empresas clientes da Caju

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O iFood Benefícios, controlado pela investidora holandesa Prosus, assinou acordo para comprar a Caju, startup de tecnologia para benefícios, despesas e gestão de pessoas. O movimento junta duas empresas que, desde 2020, atuam em um mercado que movimenta cerca de R$ 150 bilhões por ano no Brasil, atendendo mais de 22 milhões de trabalhadores em cerca de 470 mil empresas.

Os termos financeiros do negócio não foram divulgados pelas empresas. No entanto, a transação foi avaliada em R$1 bilhão, segundo o jornal O Globo.

A aquisição faz parte do plano mais amplo do iFood de investir R$24 bilhões até março de 2027. Com a compra da Caju a empresa que virou sinônimo de delivery busca crescer além do seu serviço principal de entregas, mirando também segmento de benefícios a funcionários.

Agora, se aprovada pelos órgãos reguladores locais, a aquisição dobrará a presença do iFood no setor de benefícios corporativos, disseram as empresas em um comunicado conjunto. O acordo foi comunicado ao Cade nesta segunda-feira. Após o aval da autoridade, ainda precisa de aprovação do Banco Central. Até lá, as duas empresas seguem operando de forma independente.

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Setor de vales

Reformas nas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) reduziram as barreiras de entrada e abriram os olhos de novas instituições para o crescente mercado de vales-refeição e vales-alimentação do Brasil, que movimenta cerca de R$150 bilhões por ano entre mais de 20 milhões de consumidores.

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iFood Benefícios, Caju e Flash foram algumas das empresas que ajudaram a pavimentar mudanças regulatórias importantes, como a limitação de 3,6% nas taxas cobradas dos estabelecimentos e a abertura dos arranjos de pagamento.

Agora, para Arthur Freitas, CEO do iFood Benefícios, a união promete acelerar ainda mais essa transformação. “Repensamos a cadeia de valor do benefício, e os pontos de partida foram o restaurante e o trabalhador. Quando o custo da transação cai, o estabelecimento opera com mais margem e pode repassar esse ganho em alimentação mais barata”, afirma o executivo.

Forças complementares

Ainda segundo comunicado das empresas, a operação junta forças complementares. O iFood Benefícios traz uma rede de 11 milhões de estabelecimentos físicos que aceitam o cartão, além da conexão com o ecossistema da plataforma — mais de 500 mil estabelecimentos parceiros, 600 mil entregadores e 65 milhões de consumidores em mais de 2.000 cidades.

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A Caju, por sua vez, tem mais de 70 mil empresas clientes e cartão aceito em mais de 12 milhões de estabelecimentos. “A união das empresas procura oferecer o melhor ecossistema para o RH e o melhor produto para o colaborador. Juntar forças com o iFood Benefícios é a chance de acelerar o que já fazemos”, afirma Eduardo Del Giglio, CEO e cofundador da Caju.

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Mariana Amaro
Business | Consumo | Minhas Finanças

Jornalista com experiência na cobertura de negócios e empreendedorismo. Apresenta o podcast Do Zero ao Topo