Hospitais e laboratórios crescem 80% em fusões e aquisições no 1º trimestre, diz KPMG

Setor foi na contramão da tendência nacional e manteve trajetória de crescimento e consolidação no início de 2025

Victória Anhesini

(Pixabay/fernandozhiminaicela)
(Pixabay/fernandozhiminaicela)

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O setor de hospitais e laboratórios de análises clínicas no Brasil teve um início de ano aquecido no mercado de fusões e aquisições. Segundo levantamento da KPMG, o número de transações no primeiro trimestre de 2025 subiu 80% em relação ao mesmo período do ano anterior: foram registradas 9 operações, ante 5 em 2024.

Os dados analisados pela KPMG abrangem 43 setores da economia brasileira.

O crescimento dos negócios no segmento vai na contramão da economia brasileira como um todo, que registrou uma queda de 6% nas fusões e aquisições no mesmo período, conforme o levantamento. Ao todo, foram 330 negócios fechados no país nos três primeiros meses deste ano, frente aos 350 registrados no primeiro trimestre de 2024.

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“Esse resultado destaca a continuidade do processo de consolidação do setor, que vem sendo acelerado nos últimos anos e reflete a atração crescente de investidores estratégicos e financeiros”, afirma Jean Paraskevopoulos, sócio-líder de clientes e mercados da KPMG no Brasil e na América do Sul.

Ele ressalta que desde o movimento ascendente do ano anterior, as empresas do segmento têm se beneficiado de novas oportunidades de consolidação e inovação.

De acordo com Paraskevopoulos, entre os fatores que impulsionam a alta, estão a digitalização dos serviços de saúde, o uso de inteligência artificial, o crescimento das clínicas populares e a demanda por soluções integradas e mais eficientes.

Das operações realizadas no setor de hospitais e laboratórios neste início de ano, quatro foram domésticas, que envolviam somente companhias brasileiras, e uma foi classificada como CB1. Ou seja, houve a participação de empresa estrangeira adquirindo capital de empresa nacional.

Já no contexto mais amplo, a KPMG atribui a desaceleração nas fusões e aquisições no país a fatores como instabilidade geopolítica internacional e a sazonalidade típica do primeiro trimestre. “A tendência é que esse movimento se recupere nos próximos trimestres”, avalia Paulo Guilherme Coimbra, sócio da KPMG.