Guerra não assusta: Por que a Microsoft vai investir US$10 bi no Oriente Médio?

A gigante tecnológica norte-americana está tornando a ‌resiliência digital uma parte fundamental de sua estratégia para a região

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Por Federico Maccioni

DUBAI, 23 Set (Reuters) – A ⁠Microsoft (MSFT34) planeja investir mais de US$10 bilhões nos ⁠Emirados Árabes Unidos, na Arábia Saudita, no Catar e no Kuwait ‌até 2030, inclusive em infraestrutura de computação em nuvem e inteligência artificial, afirmou um executivo sênior nesta quarta-feira.

A gigante tecnológica norte-americana está tornando a ‌resiliência digital uma parte fundamental de sua estratégia para a região, à medida que a guerra com o Irã continua.

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O investimento da Microsoft reflete tanto sua “construção contínua de infraestrutura quanto a expansão das operações na região”, disse o vice-presidente e presidente, Brad Smith, à Reuters.

Os países do Golfo estão ⁠injetando ‌bilhões em IA enquanto se esforçam para se tornarem centros globais que ⁠ajudem a diversificar suas economias para além do petróleo e do gás, apostando que a abundância de terras e o acesso a energia barata atrairão grandes empresas de tecnologia, incluindo a Microsoft.

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No entanto, ainda há desafios em áreas como o acesso a chips avançados ​e a incerteza trazida pela guerra, incluindo ataques a centrais de processamento de dados, como as instalações da AWS, a unidade de computação ​em nuvem da Amazon, no Barein e nos Emirados Árabes Unidos.

“Estamos mantendo todos os investimentos que planejávamos fazer antes do início deste conflito e, na verdade, estamos ampliando-os… É um plano de gastos agressivo”, disse Smith.

O executivo disse que a Microsoft apoiou parceiros locais durante o ‌conflito, inclusive com avaliações de resiliência digital, já na ​primeira semana do conflito, que teve início em 28 de fevereiro.

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RESILIÊNCIA DIGITAL

A Microsoft está agora trabalhando para ajudar os países do Golfo em áreas como preparação e proteção de ⁠dados críticos, como parte ​de uma iniciativa de ​resiliência digital.

A empresa não pôde fornecer um detalhamento do investimento planejado por país ou projeto específico, ⁠disse Smith, citando fatores que incluem ​a segurança.

Embora os Emirados Árabes Unidos tenham sido amplamente poupados de ataques desde maio, vários outros países do Golfo continuam enfrentando ameaças.

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A Microsoft também planeja investir mais ​de US$400 milhões em conectividade submarina e terrestre em todo o Oriente Médio até 2030.

Além disso, está fortalecendo sua parceria ​com empresas nacionais de ⁠IA, incluindo a G42, de Abu Dhabi, na qual a Microsoft investiu US$1,5 bilhão para adquirir ⁠uma participação minoritária em 2024, garantindo à empresa norte-americana um assento no conselho de administração, atualmente ocupado por Smith.

A Microsoft está trabalhando com a Humain, da Arábia Saudita, e a Qai, do Catar, “em áreas específicas que são prioritárias para elas”, disse ele, ressaltando que não planeja fazer investimentos de capital nessas ​empresas.

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