Grupo Mônaco, do setor automotivo, prevê mais um ano de forte crescimento

Com atuação sobretudo no Centro-Norte do país, holding diversifica negócios e estima faturar mais de R$ 4 bilhões

Fernando Lopes

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O Grupo Mônaco, um dos maiores do setor automotivo da região Centro-Norte do país, com concessionárias, locação e consórcio, aposta na força do agronegócio brasileiro para continuar a crescer e a diversificar suas operações. Em 2023, após investimentos de R$ 600 milhões em aquisições e expansões, iniciados em 2022, viu sua receita aumentar 10% e alcançar R$ 3,1 bilhões. Para este ano, traça um cenário positivo para todas as suas atividades principais, conta com R$ 400 milhões em caixa para novos aportes e prevê faturamento superior a R$ 4 bilhões.

Fundado pelo gaúcho Armindo Denardin e dois sócios em 1977, o grupo deu seus primeiros passos com uma concessionária de automóveis Volkswagen em Altamira, no Pará, a Altavei. O empresário havia migrado em busca de terras para a pecuária, mas identificou no mercado automotivo carências na região que poderiam ser aproveitadas. O negócio com automóveis prosperou, e em 1994 o grupo começou a atuar com concessionárias de motos Honda. Em 1998, vieram as concessionárias de caminhões e ônibus Volkswagen, e em 2013 o negócio com automóveis passou a se concentrar na marca Fiat.

Nessa frente, o Mônaco está presente atualmente em sete Estados (Pará, Amapá, Rondônia, Maranhão, Piauí, Mato Grosso e Goiás, com nove concessionárias de automóveis, dez de motos e 13 de caminhões. E continua em expansão, com novas unidades e ampliações e modernizações de lojas existentes em municípios mato-grossenses como Cuiabá, Sinop e Primavera do Leste, por exemplo. Não por coincidência, polos agrícolas dos mais importantes do país, onde o poder de compra tem aumentado nas últimas décadas com o avanço da produção de grãos.

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“O agro deixa uma renda per capita muito boa. Mesmo em um ano mais difícil como este, com quebra de safra e queda de preços de grãos como soja e milho, acredito que vamos ampliar as vendas de motos, automóveis e caminhões e ônibus. Os produtores rurais vêm de pelo menos três anos de bons resultados e vão continuar investindo, o que sempre beneficia as economias das regiões agrícolas”, afirmou Rui Denardin, filho de Armindo, que assumiu o cargo de CEO quando a holding Grupo Mônaco foi estabelecida, em 2000.

Rui Denardin, CEO do Grupo Mônaco (foto: Divulgação)

No ano passado, as vendas de automóveis do grupo cresceu 34%, as de motos avançaram 16% e as de caminhões e ônibus recuaram 2,9%. Rui projeta que 2024 será um bom ano sobretudo para motos, e que as vendas, nesse caso, poderão aumentar entre 15% e 20%. Os caminhões lideram as vendas do Mônaco, seguidos por motos e automóveis.Segundo ele, a atuação com veículos leves está sendo reforçada com concessionárias Jeep e RAM, que como a Fiat são marcas da Stellantis.

A trajetória de diversificação do grupo não se resumiu às concessionárias, hoje divididas entre Mônaco Diesel (caminhões e ônibus), Mônaco Motocenter e Mônaco Veículos. Em 2019, fundou a GID, que atua com locação de caminhões, e criou, em parceria com a Rodobens, a BrQualy, no segmento de consórcio. Diferentemente do que acontece com as concessionárias, essas duas empresas têm atuação nacional. “Foram dois investimentos importantes para formar nosso ecossistema. A GID, por exemplo, é atualmente a principal cliente da Mônaco Diesel, por exemplo”, disse Rui.

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Essa estratégia de diversificação com complementaridades está tendo continuidade com a aquisição de uma participação no Banco Luso Brasileiro, sobre a qual Rui não pode comentar até o aval definitivo do Banco Central. Mas certamente um braço financeiro forte é interessante para quem atua com concessionárias, onde os negócios são normalmente fechados com financiamentos.

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