GPA (PCAR3) tem plano de recuperação extrajudicial homologado pela Justiça

Plano recebeu adesão de credores que representam 57,49% dos créditos e prevê alongamento do passivo, novas debêntures e captação de R$ 200 milhões

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O GPA (PCAR3) informou nesta quarta-feira (7) que a Justiça homologou seu plano de recuperação extrajudicial, que abrange R$ 4,568 bilhões em créditos quirografários não vinculados às operações correntes de fornecimento de produtos e mercadorias, prestação de serviços ou aluguéis.

Segundo fato relevante, a decisão foi tomada pelo Juízo da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central da Comarca de São Paulo. O plano havia sido apresentado em 5 de maio e recebeu adesão de credores titulares de 57,49% dos créditos sujeitos à recuperação, percentual superior à maioria exigida pela legislação.

Com a homologação, os créditos abrangidos pelo processo são considerados novados e serão pagos de acordo com uma das três opções de pagamento escolhidas pelos credores.

A companhia afirma que a reestruturação do passivo está alinhada ao processo de redimensionamento de sua estrutura de capital e que as mudanças deverão ter impacto positivo sobre o serviço da dívida e sobre a liquidez de curto prazo.

Dívida é alongada

O alongamento do passivo aparece como um dos principais efeitos financeiros do plano. O material apresentado pelo GPA mostra que, antes da recuperação extrajudicial, a companhia tinha cerca de R$ 4,5 bilhões em amortizações, concentradas principalmente nos primeiros anos. Eram R$ 1,908 bilhão em 2026, R$ 1,029 bilhão em 2027 e R$ 1,565 bilhão em 2028, além de R$ 178 milhões em 2030. O prazo médio era de 2,1 anos, com custo médio de CDI mais 1,8% ao ano.

Com a reestruturação, parte relevante das obrigações passa a ter vencimentos mais longos. O gráfico divulgado pela companhia mostra dívida pecuniária de aproximadamente R$ 2 bilhões, com amortizações distribuídas até 2036.

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Há ainda R$ 1,1 bilhão em dívida com possibilidade de conversão em ações, com amortizações previstas entre 2027 e 2031. Nessa nova estrutura, o GPA indica um prazo médio de 6,4 anos para a dívida não conversível e custo médio de CDI mais 0,5% ao ano.

A comparação indica a dimensão do redesenho financeiro pretendido pela companhia: antes do processo, o prazo médio informado era de 2,1 anos e o custo médio, de CDI mais 1,8%.

Novas debêntures

O plano também prevê a emissão de novas debêntures e a captação de novos recursos, mecanismos que fazem parte da reestruturação do passivo quirografário não corrente.

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Após a homologação, o GPA dará continuidade aos atos necessários para implementar o plano. Entre eles estão a formalização dos instrumentos relacionados aos novos recursos, que contemplam uma captação de R$ 200 milhões, e a celebração dos documentos referentes aos créditos sujeitos à recuperação.

A companhia afirma que esse processo busca dar continuidade às operações de forma sustentável e representa mais uma etapa na readequação dos passivos e na busca pela sustentabilidade financeira do grupo.

O GPA ressaltou que suas operações continuam normalmente e que as obrigações com fornecedores, clientes e demais parceiros estão em dia. Esses grupos não fazem parte da recuperação extrajudicial.

O plano alcança especificamente créditos quirografários que não estão relacionados às operações correntes de fornecimento de produtos e mercadorias, prestação de serviços ou aluguéis.

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