Trump quer alertas na porta de museu que, segundo ele, distorce a história dos EUA

Presidente dos EUA afirmou que as placas no Museu Nacional de História Americana corrigiriam o que um contestado relatório da Casa Branca descreveu como "ativismo político extremo"

Robin Pogrebin Zachary Small The New York Times

Museu Nacional de História Americana da Smithsonian em Washington, D.C., EUA, 25 de julho de 2026. REUTERS/Ken Cedeno
Museu Nacional de História Americana da Smithsonian em Washington, D.C., EUA, 25 de julho de 2026. REUTERS/Ken Cedeno

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O presidente Donald Trump determinou na sexta-feira (24) a instalação de placas de aviso e exposições do lado de fora do Museu Nacional de História Americana, da Smithsonian, para alertar o público de que o museu não reflete, em sua visão, a história americana com precisão.

A incomum diretriz, emitida por meio de uma ordem executiva, representou uma escalada considerável na disputa do presidente com a Smithsonian e seu museu de história, que foi alvo de um recente relatório de 162 páginas. O documento acusou a diretora do museu, Anthea M. Hartig, de “ideologia ativista radical” e o museu de minar a “confiança nas instituições americanas.”

A ordem chegou ao ponto de sugerir que as placas informem os potenciais visitantes sobre locais onde a história americana seria melhor apresentada. O governo não explicou para onde o público seria redirecionado.

A Smithsonian se recusou a comentar.

A ordem de Trump veio poucos dias após Hartig ter sido questionada duramente por legisladores republicanos em duas audiências no Congresso, onde foi acusada de ensinar “autodepreciação nacional.”

Hartig, alvo específico do relatório da Casa Branca, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Nas audiências, ela contestou as conclusões do relatório e insistiu que seu museu simplesmente representa a história em toda a sua complexidade.

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“Quando historiadores falam em reformular uma narrativa tradicional, não queremos dizer apagá-la”, disse ela em seu depoimento. “Queremos dizer acrescentar as evidências, as vozes e os objetos que versões anteriores deixaram de fora, para que mais americanos possam se ver refletidos na história nacional.”

Alguns historiadores também criticaram as tentativas do governo federal de reformular a Smithsonian como sendo motivadas por ideologia.

“Não me recordo de nenhum caso em que exposições tenham sido diretamente contestadas pelos escalões mais altos do governo federal”, disse Samuel J. Redman, professor de história da Universidade de Massachusetts Amherst, que escreveu extensamente sobre a história da Smithsonian.

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A ordem executiva afirma que as placas “deverão notificar os visitantes de que as exposições do museu precisam ser renovadas de acordo com as conclusões do relatório e direcionar os visitantes a locais e recursos com informações precisas sobre a história da América.”

“Como o museu não homenageou adequadamente os 56 signatários da Declaração de Independência durante este ano do 250º aniversário da fundação do nosso país”, continua a ordem, as agências governamentais “deverão instalar exposições temporárias ou placas nas calçadas, vias e terrenos mantidos pelo Serviço Nacional de Parques e utilizados pelo público, que corrijam as informações imprecisas apresentadas no museu.”

c.2026 The New York Times Company