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Sweetgreen põe carne no menu de saladas – e uma pulga atrás da orelha do mercado

Decisão levanta dúvidas sobre como empresa alcançará o objetivo de neutralidade de carbono até 2027

Cristina Morales The New York Times

Sweetgreen. Crédito: Divulgação

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Quase vinte anos após a fundação da rede de saladas fast-casual Sweetgreen, a empresa anunciou que acrescentará carne ao seu cardápio. Segundo Nicolas Jammet, um dos fundadores, a adição de uma opção de carne com alho caramelizado acontece em um momento em que muitos norte-americanos estão buscando aumentar a ingestão de proteínas, e também em que a Sweetgreen quer atrair mais clientes.

No entanto, a decisão levanta muitas dúvidas sobre como a empresa, que tem mais de 225 unidades, alcançará seu objetivo de neutralidade de carbono até 2027, considerando-se que a produção de carne bovina é um fator significativo nas mudanças climáticas. Conforme diz no site da empresa: “Não só temos a responsabilidade humana de fazer a nossa parte, mas um argumento de negócio que exige um excelente produto que também protege o planeta é claro”.

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Segundo Jammet, a empresa esperou para introduzir carne em parte porque era desafiador prepará-la junto com outros itens nos restaurantes, e também porque a Sweetgreen queria ser cuidadosa com a forma como adquiriria o produto.
“Poderíamos ter oferecido carne antes, mas iniciamos nossas operações sem ela e nosso negócio foi muito bem”, explicou.

E disse mais: “Com o aumento do consumo de carne, vemos isso como uma oportunidade real de sermos agentes de mudança e catalisadores na cadeia de abastecimento.”

Um representante da empresa afirmou que a carne virá de animais criados em pastagens, principalmente em fazendas na Austrália e na Nova Zelândia, que seguem os princípios da agricultura regenerativa. Essas fazendas foram escolhidas por seus altos padrões de bem-estar animal e baixos impactos ambientais.


NYT: ©.2024 The New York Times Company