“Renda-se”: o mantra que ajuda astro de “Big Bang Theory” a lidar com dias de até 16h

Dono de uma fortuna estimada em US$ 45 milhões, Kunal Nayyar compartilha sua rotina rigorosa e as estratégias que usa para enfrentar o estresse e manter o equilíbrio
Orianna Rosa Royle
Fortune

Kunal Nayyar, astro de The Big Bang Theory, posa durante evento em Hollywood. Apesar da fama, da carreira de sucesso e de uma fortuna estimada em US$ 45 milhões, o ator afirma que ainda enfrenta dias difíceis e recorre a um mantra pessoal para lidar com a pressão. | Axelle/Bauer-Griffin/FilmMagic/Getty Images
Kunal Nayyar, astro de The Big Bang Theory, posa durante evento em Hollywood. Apesar da fama, da carreira de sucesso e de uma fortuna estimada em US$ 45 milhões, o ator afirma que ainda enfrenta dias difíceis e recorre a um mantra pessoal para lidar com a pressão. | Axelle/Bauer-Griffin/FilmMagic/Getty Images

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O astro multimilionário de “The Big Bang Theory” revela sua rotina de equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, que inclui jornadas de até 16 horas no set com apenas seis horas de descanso. O mantra que o ajuda nos dias difíceis? “Respire. Faça uma pausa. Vamos ver o que acontece.”

Kunal Nayyar tem uma vida que muitos descreveriam como dos sonhos. Ele conseguiu seu papel de destaque como Rajesh Koothrappali em “The Big Bang Theory” aos 26 anos, alcançou fama mundial quase da noite para o dia e passou a receber cerca de US$ 1 milhão por episódio no auge da série, tornando-se um dos atores mais bem pagos da história da televisão.

Hoje, aos 45 anos, o ator, produtor e empreendedor acumula uma fortuna estimada em US$ 45 milhões e um currículo que inclui cinema, televisão, livros e tecnologia. Mas nada disso o protegeu dos dias difíceis.

Quando as coisas começam a dar errado, Nayyar não recorre a podcasts motivacionais nem a truques de produtividade. Em vez disso, repete para si mesmo uma única palavra: “Renda-se.”

“Às vezes, quando sinto que estou batendo a cabeça contra um problema e tudo parece dar errado, digo a mim mesmo: ‘Renda-se'”, contou Nayyar à Fortune.

“Respire. Faça uma pausa. Vamos ver o que acontece.”

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Segundo ele, a prática vai além de um simples exercício de mindfulness. É uma forma de desafiar seu crítico interno.

“Nossa mente funciona de um jeito que, em dias difíceis, sempre nos leva ao pior cenário possível”, explicou o ator.

Ele acrescenta que a realidade raramente é tão ruim quanto imaginamos. E mesmo quando acontece o pior, normalmente conseguimos superar.

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“Nesses momentos, você precisa olhar para sua mente e dizer: ‘Pare. Respire. Renda-se a este momento e vamos ver o que acontece’.”

Nayyar admite que usa esse mantra “com bastante frequência”. Especialmente após audições, durante a espera pelo resultado e enquanto procura na internet para descobrir se outra pessoa conseguiu o papel, algo com que qualquer candidato a emprego consegue se identificar.

“Não acredito que tenhamos controle sobre muita coisa além da maneira como interpretamos as situações.”

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A rotina diária de Kunal Nayyar

O ator britânico-indiano acumula diversos empreendimentos, incluindo a produtora Good Karma Productions e, mais recentemente, o aplicativo de armazenamento de documentos IQ121. Ele também continua atuando e estrelou recentemente Christmas Karma.

“Eu não tenho um emprego tradicional das nove às cinco. Quando estou gravando, sou escravo da agenda”, disse.

“Esses dias podem facilmente se transformar em jornadas de 16 horas, com apenas seis horas entre o fim de um turno e o início do seguinte.”

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Por isso, até mesmo nos dias de folga ele segue uma rotina rígida.

5h30: acordar

“Não faço absolutamente nada durante a primeira hora ou hora e meia.”

Ele toma café, senta-se no pátio, olha o celular e conversa com a família.

“Não entro em modo de trabalho. Vou à academia, volto para casa e começo meu dia por volta das 9h30.”

Tarde: hora de recarregar

“Tenho uma característica estranha: não faço nada à tarde. Preciso desse tempo para recarregar.”

Nos dias sem gravações, sua última reunião costuma terminar às 14h30. Depois disso, ele descansa das 15h às 17h.

“Tento não fazer nada. Se conseguir tirar uma soneca, eu durmo.”

Após as 17h, volta às atividades.

Durante as gravações, também protege cuidadosamente sua concentração. Em vez de passar o tempo nas redes sociais entre uma cena e outra, costuma levar livros para o set, muitas vezes escolhendo obras que seu personagem provavelmente leria.

17h: desacelerar

Se não estiver trabalhando, Nayyar procura encontrar amigos. Em vez de tentar encaixar compromissos na agenda, simplesmente liga para eles ou os convida para tomar um chá.

Caso contrário, gosta de ficar sentado em seu pátio.

“Com meu cachorro, em silêncio, talvez assistindo esportes. Adoro golfe, NFL e futebol inglês. Isso realmente me acalma.”

19h30: jantar

“Gosto de jantar em casa durante a semana, aconteça o que acontecer.”

Ele admite, porém, que não cozinha.

21h45: hora de dormir

Nayyar mantém um horário rígido para ir para a cama, com o objetivo de estar dormindo até as 22h30.

Antes de dormir, segue um ritual simples:

“Quando estou deitado, deixo o celular de lado e gosto de ficar completamente em silêncio. Não tento pensar no dia seguinte nem em nada. Apenas permaneço quieto até adormecer.”

Os mantras de Bezos, Sundar Pichai e Melinda Gates

Nayyar não é o único a recorrer a mantras quando se sente sobrecarregado.

Melinda French Gates relembra frequentemente um conselho de Warren Buffett:

“Vocês estão trabalhando nos problemas que a sociedade deixou para trás, e eles foram deixados para trás por um motivo.”

Ela complementa:

“São problemas difíceis. Então não seja tão duro consigo mesmo.”

Jeff Bezos, fundador da Amazon, adota uma abordagem mais direta:

“O estresse geralmente surge quando você deixa de agir sobre algo que pode controlar.”

Segundo ele, assim que identifica um problema e toma a primeira medida para resolvê-lo, o nível de estresse diminui consideravelmente.

Já Sundar Pichai, CEO do Google, repete para si mesmo que a maioria das decisões não é tão importante quanto parece no momento.

“Pode parecer muito difícil na hora, mas depois você percebe que não era algo tão consequente.”

Segundo Pichai, apenas algumas decisões realmente mudam o rumo dos acontecimentos, e saber identificá-las é uma das principais qualidades de um líder.

Em outras palavras, a maior parte das preocupações do dia a dia provavelmente não terá relevância daqui a dez anos.

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