Gemini 3 e Antigravity: Por que novos lançamentos de IA do Google são um grande marco

Menos de uma semana depois do lançamento do GPT 5.1, o cronograma destaca o ritmo acelerado de avanço da tecnologia

Dave Smith Fortune

O CEO da Alphabet, dona do Google, Sundar Pichai (Foto: Camille Cohen/AFP—Getty Images/The New York Times Licensing Group)
O CEO da Alphabet, dona do Google, Sundar Pichai (Foto: Camille Cohen/AFP—Getty Images/The New York Times Licensing Group)

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O Google lançou o Gemini 3, distribuindo o que chama de seu modelo de IA mais avançado em todo o ecossistema da empresa. O lançamento também inclui uma nova plataforma de programação chamada Antigravity (Antigravidade) e, pela primeira vez, o Google integrou seu modelo Gemini mais recente à busca já no dia do lançamento.

O momento importa. Apenas sete meses após o Gemini 2.5 e menos de uma semana depois do lançamento do GPT 5.1 pela OpenAI, o cronograma destaca o ritmo acelerado em que as principais empresas de IA estão avançando sua tecnologia. O Google está disponibilizando o Gemini 3 imediatamente pelo app Gemini — que tem mais de 650 milhões de usuários mensais — e por plataformas para desenvolvedores, incluindo o AI Studio e o Vertex AI.

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“Com o Gemini 3, estamos vendo um grande salto em capacidade de raciocínio”, disse Tulsee Doshi, chefe de produto do modelo Gemini no Google. “Ele responde com um nível de profundidade e nuance que não víamos antes.”

Gemini 3: O que realmente mudou

Vamos ser nerds por um segundo. Aqui estão os números do mais novo LLM (grande modelo de linguagem) do Google:

O que diferencia este lançamento é o foco do Google em capacidades “agênticas” — a habilidade do modelo de planejar e executar tarefas complexas com menos intervenção humana. Demis Hassabis, CEO do Google DeepMind, descreveu o Gemini 3 como uma evolução que vai de “simplesmente ler textos e imagens para ler o contexto”.

O modelo combina o que o Google chama de raciocínio de última geração com compreensão multimodal, processando texto, imagem, vídeo, áudio e código simultaneamente.

Essa força multimodal aparece nos testes focados em entendimento visual e de vídeo. O Gemini 3 marcou 81% no MMMU-Pro e 87,6% no Video-MMMU — pontuações maiores que Claude Sonnet 4.5 e ChatGPT 5.1.

O modelo também pode gerar o que o Google chama de “interface de usuário generativa” — projetando interfaces personalizadas em tempo real com base em prompts, desde simulações interativas de física até calculadoras de hipoteca.

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O que é o Google Antigravity?

Antigravity representa o esforço do Google para reinventar ferramentas de desenvolvimento para essa nova geração de IA.

Diferentemente dos modelos anteriores, onde um chatbot fica num canto da tela aguardando perguntas, o Antigravity coloca a IA no controle de um espaço de trabalho dedicado. A IA pode analisar seu código, entender o que você está tentando construir, escrever códigos, testar e detectar problemas — tudo com menos intervenção humana.

Em vez de tratar a IA como uma assistente dentro do editor, o Antigravity eleva agentes a uma camada dedicada com acesso direto ao editor, terminal e navegador.

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“Com o raciocínio avançado do Gemini 3, o uso de ferramentas e a codificação agêntica, o Google Antigravity transforma a IA de uma ferramenta do desenvolvedor em uma parceira ativa”, disse o Google no anúncio. A plataforma permite que agentes planejem e executem tarefas de software de forma autônoma, enquanto validam o próprio código.

O Antigravity é gratuito durante o período de teste público, embora usuários relatem limites de uso que reiniciam a cada cinco horas. A plataforma inclui acesso ao Gemini 3 Pro, ao Claude Sonnet 4.5 da Anthropic e ao GPT-OSS da OpenAI.

Costurando Gemini e busca

A integração à busca marca outra mudança importante. “É a primeira vez que lançamos o Gemini na busca já no primeiro dia”, escreveu Sundar Pichai, CEO da Alphabet, no anúncio.

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Assinantes pagos do Google AI Pro (US$ 20/mês) e Ultra (US$ 250/mês) podem acessar o Gemini 3 no AI Mode do Search, que usa as capacidades de raciocínio do modelo para gerar layouts visuais com elementos interativos.

“O Gemini 3 também está tornando a busca mais inteligente ao reimaginar como deve parecer uma resposta útil”, disse Stein. “Com suas novas capacidades de UI generativa, o Gemini 3 no modo IA agora pode criar dinamicamente o layout completo da resposta — totalmente em tempo real.”

O Google também está lançando o Gemini 3 Deep Think, um modo de raciocínio aprimorado que melhora o desempenho em problemas complexos. O modo atingiu 41% no Humanity’s Last Exam sem ferramentas e 93,8% no GPQA Diamond — ambos resultados líderes da categoria.

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O Deep Think ficará disponível para assinantes do plano Google IA Ultra após testes adicionais de segurança.

Grandes plataformas de desenvolvimento estão integrando o modelo. O GitHub relatou que o Gemini 3 Pro demonstrou 35% mais precisão na resolução de desafios de engenharia de software do que o Gemini 2.5 Pro em testes iniciais. A JetBrains observou uma melhora superior a 50% no número de tarefas resolvidas.

O modelo também está sendo integrado ao Cursor, Manus, Replit e outras ferramentas de programação. Há muito otimismo online agora — mas, claro, é cedo demais para conclusões definitivas.

O lançamento busca recolocar o Google em uma posição competitiva perdida quando o ChatGPT foi lançado no fim de 2022.

Após críticas iniciais ao Gemini e tropeços com as respostas de IA na busca, a empresa acertou o rumo. Hoje, essas respostas alcançam 2 bilhões de usuários mensais, e mais de 70% dos clientes do Google Cloud usam produtos de IA da empresa.

Para esta matéria, a Fortune usou IA generativa para ajudar no rascunho inicial. Um editor verificou a precisão das informações antes da publicação.

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