Estrela milionária do Shark Tank detona a semana de 4 dias: “É a ideia mais estúpida”

Kevin O’Leary rejeita a ideia porque na economia digital o que importa é entregar projetos no prazo, não cumprir horários fixos

Preston Fore Fortune

A semana de trabalho tradicional nem existe mais, diz o milionário do Shark Tank Kevin O'Leary (Foto: Andrew Harnik/Getty Images)
A semana de trabalho tradicional nem existe mais, diz o milionário do Shark Tank Kevin O'Leary (Foto: Andrew Harnik/Getty Images)

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O milionário e jurado do Shark Tank, Kevin O’Leary, não é fã da mudança para uma semana de trabalho de quatro dias e tratou a ideia com deboche durante uma participação na Fox News. Em vez disso, afirmou que, no ambiente de trabalho atual, tudo é baseado em projetos e que as tarefas precisam ser concluídas dentro do prazo: “Semana de trabalho nem existe mais”.

Se você sonha em nunca mais trabalhar às sextas-feiras, talvez seja melhor diminuir as expectativas — pelo menos se trabalhar para o Sr. Maravilha.

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A estrela de Shark Tank Kevin O’Leary, conhecido por seu estilo de comunicação direto, foi questionado sobre uma tendência crescente entre trabalhadores em favor da semana de quatro dias. É algo que a França, em especial, vem estudando, além de já limitar a jornada a 35 horas.

“Essa é a ideia mais estúpida que já ouvi”, disse O’Leary à Fox News.

“Acho que deveríamos deixar os franceses adotarem uma semana de trabalho de dois dias e depois derrotá-los na competição internacional.”

Ao mesmo tempo, o empresário de 71 anos reconheceu que o modelo tradicional de expediente das 9h às 17h, cinco dias por semana, já não é o que era antes. Na prática, com 40% de sua equipe trabalhando remotamente ao redor do mundo, ele admitiu que não se importa com o horário em que os funcionários trabalham — desde que entreguem no prazo.

“Semana de trabalho nem existe mais numa economia digital, no período pós-pandemia”, acrescentou.

A mudança de cenário em torno da semana de 4 dias

Para os trabalhadores, uma semana de trabalho de quatro dias vai além de ter um fim de semana mais longo; trata-se de oferecer mais flexibilidade e equilíbrio entre vida pessoal e profissional, além de reduzir o burnout. De fato, 77% dos trabalhadores dizem que uma semana de quatro dias, mesmo mantendo 40 horas semanais, teria impacto positivo no seu bem-estar, segundo uma pesquisa da Gallup de 2023.

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Na Exos, empresa de treinamento de desempenho com mais de 3.500 funcionários, foi implantada uma semana de quatro dias, e os resultados foram amplamente positivos. As equipes puderam escolher um dia como o “dia do faça do seu jeito”, e a produtividade aumentou cerca de 24%. O esgotamento caiu pela metade.

Outros líderes empresariais também começaram a prestar atenção. Cerca de 30% dos CEOs estão considerando mudanças amplas na organização dos horários de trabalho, como semanas de quatro dias ou de quatro dias e meio, segundo uma pesquisa da KPMG de 2024 com 100 CEOs de empresas americanas com receita superior a US$ 500 milhões.

O governo metropolitano de Tóquio começou a permitir que seus funcionários trabalhem apenas quatro dias por semana numa tentativa de aliviar sua crescente crise populacional e permitir que pais e mães conciliem melhor o cuidado com os filhos e o trabalho.

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A governadora de Tóquio, Yuriko Koike, disse à Fortune, durante a cúpula Most Powerful Women International de 2025, em Riad, que a semana de quatro dias é fundamental para construir um ambiente de trabalho moderno.

“Precisamos construir uma sociedade em que todos consigam equilibrar trabalho e vida familiar, e um passo nessa direção é a semana de trabalho de quatro dias”, afirmou. “Sistemas flexíveis como esse permitem que mulheres e homens escolham um modelo de trabalho que reflita suas circunstâncias.”

Conselhos dos tubarões para sobreviver ao ambiente de trabalho moderno

O’Leary não é o único “tubarão” disposto a compartilhar opiniões sobre temas polêmicos que afetam o ambiente profissional. Daymond John publicou no TikTok para comentar uma tendência crescente chamada de “demissão barulhenta” (loud quitting).

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“Se você está vendo um monte de gente fazendo demissão barulhenta, é melhor prestar atenção no que está acontecendo com sua equipe, porque você despertou tanta emoção que essas pessoas começaram coletivamente a dizer: ‘Não me importo com o que vai acontecer comigo e vou falar publicamente: este lugar é péssimo’”, disse John, acrescentando que considera isso “absolutamente impressionante”.

Para trabalhadores que simplesmente buscam um aumento salarial, a milionária que construiu sua própria fortuna Barbara Corcoran compartilhou seu conselho em uma publicação no Instagram:

“Você precisa se preparar para a reunião fazendo uma lista de tudo aquilo para o que foi contratado e depois de tudo o que realmente está fazendo agora, e mostrar isso ao seu chefe.”

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“Não entre lá dizendo que quer um aumento”, acrescentou. “Diga que quer um aumento de 10% e você estará em uma posição de negociação muito melhor para talvez conseguir 8%. Diga o número.”

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