Bilionário Mark Cuban passa horas lendo 1.000 e-mails/dia, mas defende vida offline

“É hora de todo mundo sair da inércia, deixar a casa e se divertir”, diz o ex-investidor do Shark Tank e dono do Dallas Mavericks

Preston Fore Fortune

Mark Cuban, ex-astro do Shark Tank e dono do Dallas Mavericks, diz que é preciso viver offline (Foto: Amanda Stronza/SXSW Conference & Festivals/Getty Images/Fortune)
Mark Cuban, ex-astro do Shark Tank e dono do Dallas Mavericks, diz que é preciso viver offline (Foto: Amanda Stronza/SXSW Conference & Festivals/Getty Images/Fortune)

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Na era atual da IA, a produtividade — e o domínio do prompt perfeito no ChatGPT — podem provocar uma pressão maior do que nunca. Mas, segundo o bilionário Mark Cuban, as pessoas podem estar focando nas prioridades erradas.

“É hora de todo mundo sair da inércia, deixar a casa e se divertir”, disse Cuban à Inc. no início de janeiro, logo após investir em uma empresa de eventos ao vivo. “Em um mundo de IA, o que você faz é muito mais importante do que o que você digita no prompt.”

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Vindo de Cuban, a mensagem carrega um toque de ironia: o ex-investidor do Shark Tank construiu a carreira com base em intensidade e em trabalhar mais do que todos. E, embora há muito tempo transite entre negócios e entretenimento — de ser dono do Dallas Mavericks a apostar em empreendimentos esportivos de alto perfil —, Cuban ainda se posiciona na linha de frente das tendências tecnológicas, incluindo a IA.

Mas, quando o assunto é encontrar equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, o empresário de 67 anos não prega exatamente moderação.

“Se você quer trabalhar das nove às cinco, dá para ter equilíbrio entre trabalho e vida pessoal”, disse ele no “The Playbook”, um podcast de negócios e esportes da Sports Illustrated. “Se você quer esmagar o jogo, seja qual for o jogo em que esteja, tem alguém trabalhando 24 horas por dia para te atropelar.”

Para Cuban, essa maratona é literal. Avesso a reuniões, ele lê entre 700 e 1.000 e-mails por dia em seus três dispositivos móveis.

Essa rotina implacável faz seu conselho sobre diversão soar quase contraditório. Mas o ponto de Cuban não é que o trabalho duro não importe — é que a IA não substitui experiências nem relacionamentos do mundo real.

O conselho que Cuban daria ao seu eu mais jovem

Cuban pode valer bilhões hoje, mas sua carreira começou com pequenos bicos.

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Em um de seus primeiros trabalhos de vendas, aos 12 anos, ele negociava caixas de sacos de lixo por US$ 3 a US$ 6 — tudo para juntar dinheiro e comprar um par de tênis.

Essa experiência lançou as bases de sua ética de trabalho. Quando se tornou um empreendedor mais sério, montando sua primeira empresa de tecnologia, ele se virava morando com cinco colegas de apartamento e sem nunca tirar férias.

Olhando para trás, se tivesse de fazer tudo de novo, Cuban disse que não mudaria nada.

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“Não se estresse. Não mude nada. Divirta-se”, disse ao Business Insider em 2015.

“Você não precisa saber o que vai ser quando crescer”, acrescentou Cuban. “Você não precisa ter respostas. Você não precisa ter o curso perfeito. Você não precisa escolher o emprego perfeito. Você tem permissão para errar pra c—.”

Richard Branson e Satya Nadella concordam com Cuban

Cuban não está sozinho ao defender que vida e trabalho não precisam parecer tão sérios.

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Quando Satya Nadella se tornou CEO da Microsoft em 2014, uma de suas primeiras mensagens aos funcionários foi simples: “Divirtam-se, comuniquem-se e realizem grandes coisas.”

É algo que há muito tempo é ecoado pelo bilionário Richard Branson, que acredita que muitas empresas se levam a sério demais — e diz que cabe aos líderes dar o exemplo da diversão.

O empresário britânico de 75 anos, dono do Virgin Group, disse na Wharton School da Universidade da Pensilvânia que “cabe à pessoa que comanda a empresa estar disposta a se soltar, a ser a primeira a dançar em cima da mesa numa festa e a ser a primeira a pular na piscina totalmente vestida para animar o evento e garantir que todo mundo se divirta”.

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