Publicidade
A FS é hoje a maior produtora de etanol de milho do Brasil e quer ir além: tornar-se uma empresa com selo carbono negativo. Em entrevista ao programa Raiz do Negócio, sua estrada entre o campo e a Faria Lima, uma parceria entre Infomoney e The AgriBiz, o CEO Rafael Abud explicou que esta ambição está ligada diretamente à captura de CO² do processo industrial – com menor pegada de carbono em relação a outros combustíveis.
Eles têm um projeto que pretende fazer com que a marca passe de 20 gramas de CO² por megajoule equivalente para -10g, uma redução de 30g no total. “Com isso, à medida em que se utilizasse o nosso combustível, você estaria ativamente removendo carbono da atmosfera”, explica.
Além disso, eles também apostam em uma estratégia que passa por um modelo produtivo que aproveita integralmente o milho processado. O etanol segue como estrela do negócio, claro. Porém, da mesma operação, saem subprodutos, como DDG (farelo de milho com teor nutricional), usado por exemplo, como ração animal.
Continua depois da publicidade
Mais barato na produção – e presente no tanque do dia a dia
O etanol de milho tem uma fatia de mercado de cerca de 25% atualmente no Brasil. E é consideravelmente mais barato para produzir, de acordo com Abud. “Até 40%, quando comparado com o de cana”, afirmou. Em meio a isso, ele complementa que, mesmo que muita gente não saiba, o produto já está presente em muitos tanques de combustíveis ao redor do Brasil.
Estes custos reduzidos, explica, têm muito a ver com a flexibilidade da matéria-prima, sendo uma indústria “mais leve”, com um regime operacional mais eficiente, especialmente em relação a cargas térmicas, elétricas, entre outros fatores, resultando em uma operação com maior produtividade.
Em contrapartida, para ele, a cana, principal concorrente e ainda detentora da maior fatia de mercado, não tem tido tanto incentivo econômico para expandir a capacidade produtiva. Portanto, tem passado a focar cada vez mais no setor açucareiro. “No final das contas, eu acho que tem uma complementaridade importante entre os dois setores.”