Executivos mais velhos dão mais prioridade à família do que carreira, mostra pesquisa

Pesquisa conduzida pela Soul HR Consulting, consultoria de recursos humanos mostra que alto escalão dos 35 aos 50 dá mais importância aos familiares

Iuri Santos

(Foto: RDNE Stock project/Pexels)
(Foto: RDNE Stock project/Pexels)

Publicidade

O alto escalão das empresas está preocupado com sua carreira, mas as famílias ganham relevância no C-Level conforme a idade passa. É o que mostram os achados de uma pesquisa conduzida pela Soul HR Consulting, consultoria de recursos humanos voltada a esse público.

O estudo ouviu 120 pessoas em cargos C-Level de ambos os sexos. Ela mostrou que 82% dos executivos entre 20 e 35 anos colocam a carreira como prioridade máxima, seguida por família e saúde. Na quebra por gêneros, 81% das mulheres dizem priorizar sua carreira, e homens 84%.

No entanto, a prioridade muda quando avança a faixa etária: para os entrevistados dos 35 aos 50 anos, 44,8% das mulheres passam a dar mais importância à família, com carreira (41,4%) e saúde (13,8%) na sequência. Entre os homens, 56% indicam a família nessa faixa etária, seguido por carreira (37,5%) e saúde (5,6%).

Continua depois da publicidade

“É fundamental buscar equilíbrio entre as diferentes áreas ao longo da vida. Embora a carreira tenha papel relevante em uma sociedade orientada para o trabalho, sempre orientamos nossos clientes a encontrar maneiras de equilibrar as demandas”, afirma Lucia Costa, sócia da Soul HR Consulting, coordenadora do levantamento e especialista em transição de carreira.

A quebra das prioridades entre homens e mulheres muda a partir dos 50 anos, quando o primeiro grupo mantém a família como prioridade (49%), enquanto as executivas elegem saúde (52,4%).

Se pudesse voltar no tempo

Entre os entrevistados, 77,3% afirmaram não se arrepender sobre suas escolhas profissionais, enquanto 22,7% responderam positivamente, sendo esse percentual mais elevado entre as mulheres, chegando a 27%.

“Culturalmente, as mulheres foram incentivadas a assumir um papel mais ativo no lar, o que pode explicar por que tendem a se arrepender mais quando priorizam o trabalho. Infelizmente, isso ainda reflete uma sociedade marcada por divisões de gênero”, conclui Costa.

Iuri Santos

Repórter de inovação e negócios no IM Business, do InfoMoney. Graduado em Jornalismo pela Unesp, já passou também pelo E-Investidor, do Estadão.