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Empresas latino-americanas enfrentarão pressão sobre qualidade de crédito em 2024

Agência destacou que Brasil e Chile enfrentarão perspectivas mais fracas no próximo ano devido, entre outras coisas, aos baixos preços das commodities

Reuters

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Os baixos preços das matérias-primas, o crescimento desigual e as complicações climáticas testarão a qualidade do crédito das empresas na maioria das economias da América Latina em 2024, com exceção do México, que se beneficia do “nearshoring”, disse a agência de classificação de risco Moody’s.

Em um relatório sobre as condições de crédito para empresas da região, a agência destacou que o Brasil e o Chile enfrentarão perspectivas mais fracas no próximo ano devido aos baixos preços das matérias-primas que exportam e à menor demanda por bens de consumo.

“(Espera-se que) a queda nos preços das matérias-primas enfraqueça o fluxo de caixa dos produtores de mineração e de celulose”, estimou o relatório em relação às empresas do principal produtor mundial de cobre.

Ao mesmo tempo, um desenvolvimento intenso do fenômeno El Niño no final deste ano poderia atrasar importantes projetos de infraestrutura na Colômbia, afetando o fornecimento de obras hidráulicas e os preços da energia elétrica para as empresas e consumidores, afirmou o relatório.

As flutuações climáticas com um “El Niño forte”, que podem causar chuvas torrenciais, inundações mortais e temperaturas elevadas em cinturões agrícolas importantes da América do Sul, colocam em risco as colheitas e a atividade primária de países produtores de cereais como Argentina e Brasil.

A Argentina, terceira maior economia da América Latina, verá a qualidade de crédito das suas empresas enfraquecida devido à menor atividade econômica e à inflação de três dígitos que se somam à incerteza política, acrescentou a Moody’s.

Entre as seis avaliações apresentadas pela agência de crédito, apenas o México recebeu uma estimativa positiva para os perfis das suas empresas, ajudado em grande parte pela série de investimentos estrangeiros que têm se instalado na segunda maior economia da região.

“Os investimentos estrangeiros através do ‘nearshoring’ estão impulsionando alguns setores e regiões”, disse a Moody’s. “A qualidade do crédito melhorará em geral para as empresas mexicanas e os grupos de infraestrutura”, acrescentou.

No entanto, o relatório alertou que o México tem como principais obstáculos problemas de infraestrutura e disponibilidade de água.

Em relação ao Peru, que já foi atingido no início do ano pela agitação política e inundações relacionadas ao El Niño, a Moody’s apontou para a queda da confiança, os altos custos de financiamento e a instabilidade social que continuarão afetando a qualidade do crédito das empresas do país em 2024.

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