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Dono do OnlyFans recebe R$ 3,8 bilhões em dividendos, enquanto avalia venda

A plataforma, que disparou em popularidade durante a pandemia, lucra cobrando uma taxa de 20% sobre assinaturas e conteúdos — incluindo vídeos, fotos e chats

Bloomberg

O logotipo do OnlyFans em um smartphone em Nova York, EUA, na quinta-feira, 17 de junho de 2021. (Foto: Gabby Jones/Bloomberg)
O logotipo do OnlyFans em um smartphone em Nova York, EUA, na quinta-feira, 17 de junho de 2021. (Foto: Gabby Jones/Bloomberg)

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A OnlyFans pagou ao seu proprietário, Leonid Radvinsky, US$ 701 milhões (R$ 3,8 bilhões) em dividendos, em meio a negociações para uma possível venda da rede social de conteúdo adulto.

O pagamento foi divulgado em registros financeiros na sexta-feira pela Fenix International Ltd., empresa sediada em Londres que administra a plataforma. A companhia, que permite que criadores de conteúdo ofereçam material por assinatura diretamente aos fãs, estuda uma venda que pode avaliar o negócio em até US$ 8 bilhões, informou a Bloomberg em maio.

A OnlyFans lucra cobrando uma taxa de 20% sobre assinaturas e conteúdos — incluindo vídeos, fotos e chats — vendidos pela plataforma. O site disparou em popularidade durante a pandemia de Covid-19, quando muitas celebridades e profissionais do sexo buscavam novas formas de ganhar dinheiro durante os lockdowns. Embora grande parte do conteúdo seja pornográfico, a plataforma também abriga criadores focados em temas como fitness e gastronomia.

O balanço, referente ao ano encerrado em 30 de novembro, mostrou que US$ 7,2 bilhões foram processados pela plataforma, contra US$ 6,6 bilhões em 2023. O lucro antes de impostos foi de US$ 684 milhões, alta de cerca de 4%. O número de contas de criadores cresceu 13%, para 4,6 milhões, enquanto as contas de fãs aumentaram 24%, para 377,5 milhões.

Radvinsky, único dono da Fenix, recebeu US$ 497 milhões em dividendos ordinários, além de US$ 204 milhões em cinco parcelas adicionais pagas após a data do balanço. No total, o empresário ucraniano-americano já recebeu cerca de US$ 1,8 bilhão da plataforma desde 2021. Os registros mostram ainda dividendos de US$ 472 milhões em 2023, US$ 338 milhões em 2022 e US$ 284 milhões em 2021.

A OnlyFans tem avaliado diferentes propostas de aquisição este ano, segundo a Bloomberg. A agência Reuters noticiou que um consórcio liderado pela gestora Forest Road Co. estaria entre os interessados.

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A plataforma, no entanto, é considerada um alvo complicado. Enfrenta críticas recorrentes relacionadas à segurança online e ao caráter explícito de parte do conteúdo. A empresa afirma que todo material postado passa por moderação e que há checagem para garantir que os criadores tenham mais de 18 anos.

A companhia informou ter 46 funcionários, incluindo um diretor. O gasto com salários, contribuições sociais e previdenciárias foi de US$ 45,4 milhões, alta de 64% em relação ao ano anterior, com média de quase US$ 1 milhão por empregado. A remuneração do diretor mais bem pago saltou de US$ 4,7 milhões para US$ 9,7 milhões.

Discreto e avesso à mídia, Radvinsky já declarou na seção de filantropia de seu site pessoal que seu objetivo é “um dia assinar o Giving Pledge”, compromisso assumido por alguns dos mais ricos do mundo de doar a maior parte de suas fortunas.

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Ele comprou a participação majoritária da OnlyFans em 2018, dos britânicos Guy e Tim Stokely, pai e filho que fundaram o site em 2016. Nascido em Odessa, na Ucrânia, Radvinsky se mudou ainda criança para Chicago, e hoje vive na Flórida, segundo informações de seu site.

©️2025 Bloomberg L.P.