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A Meta se comprometeu a investir mais US$ 40 bilhões (R$ 205 milhões) em seu amplo campus de data centers na Louisiana, elevando o investimento total esperado no local para mais de US$ 250 bilhões (R$ 1,285 trilhão), à medida que expande sua infraestrutura computacional para inteligência artificial.
A Meta anunciou nesta segunda-feira (13) que vai ampliar o projeto na zona rural da Louisiana para pelo menos 5 gigawatts de capacidade computacional, a um custo de US$ 50 bilhões. Antes, a empresa havia anunciado um investimento de US$ 10 bilhões para o data center e a comunidade ao redor.
A Bloomberg News informou em maio que a Meta planejava gastar mais US$ 200 bilhões no projeto, em grande parte com os caros chips de computação que serão instalados no campus de quase 4 mil acres. Com isso, o investimento total previsto para o local chega a pelo menos US$ 250 bilhões, segundo uma pessoa com conhecimento do assunto, que pediu anonimato porque os detalhes do financiamento ainda não são públicos.

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A Meta não divulgou publicamente despesas com o projeto além dos US$ 50 bilhões anunciados.
Nos últimos dois anos, o CEO Mark Zuckerberg vem gastando pesadamente para construir a infraestrutura — incluindo data centers — que considera necessária para alcançar a chamada superinteligência artificial. A empresa tem ao todo 33 data centers construídos ou em desenvolvimento ativo, e Zuckerberg já prometeu investir pelo menos US$ 600 bilhões em projetos de infraestrutura nos Estados Unidos nos próximos anos. Na semana passada, a Meta também anunciou US$ 10 bilhões para seu primeiro data center no Canadá.
O data center de Richland Parish, na Louisiana, é o maior e mais ambicioso da Meta até agora, e o alto custo levou à entrada de financiamento adicional de investidores externos. A Blue Owl Capital, que detém 80% de participação no projeto, recorreu a Wall Street em busca de bilhões de dólares para ajudar a bancar a construção. A Entergy Louisiana, por sua vez, está investindo bilhões para construir 10 novas usinas movidas a gás para abastecer o campus com eletricidade. Embora o data center use 5 gigawatts de capacidade computacional, mais de 2 gigawatts serão destinados às necessidades elétricas mais amplas do complexo.
Em entrevista na semana passada, Zuckerberg disse que a Meta ainda busca toda a capacidade computacional que conseguir obter. Ao mesmo tempo, o fundador do Facebook avalia a possibilidade de alugar parte dessa capacidade a terceiros, e a Bloomberg informou no início deste mês que a Meta está desenvolvendo planos para um negócio de infraestrutura em nuvem. As discussões incluem vender acesso à capacidade computacional “bruta”, em linha com os chamados negócios de “neocloud”, como a CoreWeave.
Quando entrar em operação, o data center de Richland Parish deverá sustentar 1.000 empregos, informou a Meta em comunicado nesta segunda-feira, dobrando o compromisso anterior da empresa. Desde o início das obras, em dezembro de 2024, a companhia afirma já ter distribuído mais de US$ 1,6 bilhão em contratos para empresas da Louisiana.
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