Conteúdo editorial apoiado por

Cypher Financial AI recebe aporte de Janguiê Diniz, fundador do grupo Ser Educacional

Um dos objetivos da fintech é desenvolver sistemas capazes de analisar grandes volumes de dados para servir como apoio às decisões de investimento, de forma automatizada e mais precisa

Victória Anhesini

Ativos mencionados na matéria

Publicidade

A Cypher Financial AI, nova fintech focada no uso de inteligência artificial (IA) no mercado financeiro, iniciou suas operações com investimento da Epitychia, family office do empresário Janguiê Diniz, fundador do grupo Ser Educacional (SEER3).

Um dos principais objetivos da fintech é desenvolver sistemas capazes de analisar grandes volumes de dados para servir como apoio às decisões de investimento, de forma automatizada e mais precisa.

O investimento segue a estratégia da Epitychia, que aposta em empresas com base tecnológica sólida, potencial de crescimento e visão de longo prazo.

A iniciativa também conta com o apoio de Dov Gilvanci Levi, fundador da Zahav Investments e especialista em mercado de capitais, que participa da definição da estrutura do negócio e do plano de expansão internacional.

Janguiê Diniz (à direita), empresário e fundador do grupo Ser Educacional, e Dov Gilvanci Levi, fundador da Zahav Investments e especialista em mercado de capitais (Divulgação)

Consistência

Nos primeiros testes, a tecnologia da Cypher mostrou resultados positivos, com retorno médio mensal acima de 15% e taxa de acerto em torno de 68%.

Mesmo assim, a fintech afirma manter uma abordagem mais conservadora, priorizando testes constantes para garantir que o sistema funcione de forma estável e segura.

Continua depois da publicidade

A tecnologia também foi testada em situações reais de mercado, com operações executadas em tempo real. Os resultados foram semelhantes aos dos testes em ambiente controlado.

Segundo a empresa, o objetivo não é obter ganhos pontuais, mas desenvolver modelos estáveis e recorrentes, capazes de manter um desempenho consistente ao longo do tempo, com regras claras de governança e de gestão de risco.

Do ponto de vista técnico, a plataforma foi desenvolvida para se conectar diretamente às contas dos clientes por meio de APIs, sistemas que permitem a comunicação entre diferentes plataformas.

Continua depois da publicidade

A estrutura possibilita a operação em corretoras internacionais de criptomoedas, como Binance e Bybit, e foi pensada para reduzir a necessidade de intervenção manual nas operações.

“O investimento da Epitychia reflete nossa convicção de que a inteligência artificial aplicada ao mercado financeiro precisa ser tratada como ferramenta estratégica, e não como experimento. Buscamos iniciativas que combinem tecnologia, governança e visão de longo prazo”, afirma Janguiê Diniz.

Para Dov Gilvanci Levi, o grande diferencial da Cypher é a forma como o sistema de inteligência artificial foi construído. Ele explica que a empresa criou uma espécie de estrutura em camadas, na qual diferentes “agentes” de IA trabalham com funções específicas. Cada camada é responsável por analisar um tipo de informação, sendo algumas voltadas para movimentos de curto prazo do mercado e outras para tendências de longo prazo.

Continua depois da publicidade

Esses agentes trocam dados entre si e utilizam aprendizado contínuo, além de informações on-chain (aquelas registradas diretamente na blockchain, o banco de dados público das criptomoedas), para melhorar as análises e oferecer apoio mais preciso às decisões de investimento.

O aporte vai colaborar para a ampliação da atuação da Cypher entre investidores institucionais e de alta renda. A empresa pretende acompanhar o avanço do uso de tecnologia e inteligência artificial no setor financeiro e explorar o interesse crescente por soluções automatizadas de análise e investimento.

Segundo a Cypher, a meta é fortalecer práticas mais seguras de uso de dados e controle de risco no mercado, priorizando transparência e confiabilidade nos processos.