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CSD BR, que quer virar bolsa, já intermedia um terço do mercado de swaps de balcão

Plataforma afirma ter reduzido custos de registro de operações em cerca de 75%; estoque chegou a R$ 13 trilhões em janeiro

Paulo Barros

Notas de real e dólar sendo trocadas (Shutterstock)
Notas de real e dólar sendo trocadas (Shutterstock)

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A CSD BR, clearing que atua como infraestrutura de registro, depósito e liquidação de ativos financeiros, e que busca licença para operar como bolsa, já responde por cerca de um terço (31%) do mercado brasileiro de swaps de balcão sem garantia. Em 2023, o market share da empresa era de 12%.

De acordo com a CSD BR, o crescimento está ligado a mudanças operacionais que permitiram viabilizar operações antes consideradas mais complexas ou caras, como derivativos de crédito. A empresa diz que a automatização de operações em sua plataforma levou a uma redução média de cerca de 75% nos custos de registro em comparação com modelos tradicionais, o que tende a se refletir em produtos para o investidor final, como fundos de investimento e clientes corporativos.

“O crescimento da CSD BR no mercado de swaps está diretamente ligado à remoção de barreiras operacionais que historicamente inviabilizavam determinadas operações no Brasil, seja operacionalmente ou financeiramente”, conta Daniel Miranda, CFO da CSD BR. “Quando a infraestrutura reduz a complexidade, o custo cai e o mercado responde com mais eficiência e mais operações acontecendo”.

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A companhia também ampliou recentemente seu escopo para oferecer serviços de liquidação de derivativos.

O ganho de participação em swaps acompanha o crescimento do volume total processado pela clearing. No início de janeiro de 2026, o estoque de operações registradas na CSD BR atingiu R$ 13 trilhões.

Em agosto do ano passado, a CSD BR anunciou um aporte de R$ 100 milhões liderado por Citi, Morgan Stanley e UBS, e declarou que pretendia ampliar sua atuação para os três níveis da infraestrutura de mercado.

Além dela, a American Trading Service (ATS), que passou a ser chamada de Base Exchange e pretende focar no mercado à vista de ações; e a A5X, voltada inicialmente para derivativos, são outras que já anunciaram planos para criar novas bolsas no País.

Paulo Barros

Jornalista, editor de Hard News no InfoMoney. Escreve principalmente sobre economia e investimentos, além de internacional (correspondente baseado em Lisboa)