Conteúdo editorial apoiado por

Corinthians, São Paulo e Santos somam R$ 575 mi em déficit; Palmeiras lucra R$ 198 mi

Levantamento mostra São Paulo com maior déficit em 2024, de R$ 288 milhões; maior dívida é do Corinthians, de R$ 1,9 bilhão

Iuri Santos

Comemoração do título do Campeonato Paulista de 2025 pelo Corinthians (Foto: Alexandre Battibugli/Ag. Paulistão)
Comemoração do título do Campeonato Paulista de 2025 pelo Corinthians (Foto: Alexandre Battibugli/Ag. Paulistão)

Publicidade

O déficit somado de três dos quatro maiores clubes do estado de São Paulo acumulou R$ 575 milhões em 2024, segundo a empresa especializada em marketing esportivo Sports Value. Corinthians, São Paulo e Santos registraram resultados negativos no último ano, apesar do aumento das receitas em todos os casos.

O São Paulo foi quem anotou o maior déficit do período: R$ 288 milhões em 2024 e um acumulado de R$ 704,6 milhões nos últimos três anos. Com um endividamento de R$ 1,9 bilhão, o resultado negativo do Corinthians foi de R$ 182 milhões e de R$ 503 milhões em três anos.

Após disputar a Série B do Campeonato Brasileiro, o Santos teve um déficit de R$ 105,2 milhões no último ano. De 2022 a 2024, o Peixe acumula resultado negativo de R$ 146,1 milhões.

Entre os mais tradicionais do estado de São Paulo, apenas o Palmeiras teve resultado positivo na última linha do balanço durante o exercício de 2024, com lucro de R$ 198,2 milhões, e acumulando R$ 208,7 milhões em três anos.

Boa parte deste aumento na linha final do balanço alviverde se deve à venda de atletas. Quando consideradas todas as entradas, as receitas do Palmeiras saltaram de R$ 908,9 milhões em 2023 para R$ 1,274 bilhão em 2024, aumento de 40%. Desconsideradas as transferências de atletas, o crescimento é de 15%.

O crescimento das receitas foi a regra para todos os rivais paulistas: o Corinthians arrecadou R$ 1,115 bilhão, com crescimento de 19%; o São Paulo, R$ 732, um aumento de 8%. As receitas do Santos subiram os mesmos 8%, para R$ 459 milhões.

Iuri Santos

Repórter de inovação e negócios no IM Business, do InfoMoney. Graduado em Jornalismo pela Unesp, já passou também pelo E-Investidor, do Estadão.