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Na noite de abertura do Web Summit 2026, realizado no Rio de Janeiro até quinta-feira (11), a cofundadora da Kalshi, Luana Lopes Lara, falou sobre a trajetória acelerada da empresa, hoje avaliada em US$ 22 bilhões. Em um dos painéis de abertura, a empreendedora destacou a influência de suas raízes brasileiras e o uso intensivo de inteligência artificial como pilares do sucesso da plataforma de mercados de previsão. Antes da abertura do evento, contudo, Luana concedeu uma entrevista exclusiva à reportagem do InfoMoney. O conteúdo será publicado no nosso canal do Youtube nos próximos dias.
Nascida e criada no Brasil, Luana atribui parte importante da resiliência da Kalshi ao espírito otimista do brasileiro. “Uma das qualidades mais negligenciadas dos brasileiros e da cultura brasileira é o puro otimismo e a crença de que as coisas vão dar certo no final”, afirmou. Segundo ela, essa mentalidade foi crucial nos primeiros anos da empresa, que passou “três a quatro anos sem ter um único produto ativo”, enquanto negociava com reguladores dos EUA para lançar um mercado de previsão legal.
A empresa levantou recentemente US$ 1 bilhão em uma rodada de investimentos, dobrando sua avaliação em poucos meses. Segundo Luana, o Bank of America classifica a Kalshi como a empresa de crescimento mais rápido dos Estados Unidos fora do setor de inteligência artificial. Para sustentar esse avanço, a companhia planeja expandir sua atuação tanto no varejo americano quanto no segmento institucional, com foco em bancos e fundos de hedge.
Estude no exterior
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Um dos fatores por trás da agilidade da Kalshi, mesmo com uma equipe relativamente enxuta de 170 funcionários, é a integração profunda da inteligência artificial às operações. “Fomos muito sortudos por crescer a empresa agora no mundo da IA. Cada engenheiro tem cerca de vinte agentes em nuvem fazendo muito trabalho, e somos capazes de ser muito mais eficientes!, disse. Segundo ela, esse modelo ajuda a manter uma estrutura organizacional mais horizontal e acelera a tomada de decisões, dando à empresa vantagem na execução.
Desafios
Apesar do sucesso nos Estados Unidos, a Kalshi enfrenta desafios regulatórios em outros mercados, como o Brasil, onde uma decisão recente do Ministério da Fazenda limitou a atuação dos mercados de previsão. Luana afirmou ver esse cenário como uma oportunidade de esclarecimento. “O que precisamos fazer é dar um passo atrás e pensar em como educar esses muitos países para explicar o que fazemos”, disse, ressaltando a importância de diferenciar os mercados de previsão de apostas e cassinos.
Com uma visão ambiciosa, a executiva reiterou sua crença de que os mercados de previsão podem superar o mercado de ações em tamanho. “É apenas uma questão de tempo. Estamos apenas nos EUA ainda, mas o céu é o limite para esta classe de ativos”, afirmou, projetando um horizonte de cinco a dez anos para essa transformação.
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