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O co-CEO da Netflix, Ted Sarandos, participará de reuniões na Casa Branca na quinta-feira (26) para discutir a oferta da gigante do streaming para adquirir os ativos da Warner Bros. Discovery e a exigência do presidente Donald Trump de remover a integrante do conselho Susan Rice, informou o Politico nesta quarta-feira (25).
Na acirrada disputa pela aquisição, a Netflix ofereceu US$ 27,75 por ação, ou US$ 82,7 bilhões, pelos ativos de estúdio e streaming da Warner Bros., enquanto a rival Paramount intensificou a competição na segunda-feira com uma oferta mais alta, de US$ 31 por ação, pela empresa inteira.
A Netflix não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
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Trump exigiu que a Netflix demitisse Rice depois que ela afirmou que as empresas que “se ajoelharem” diante dele poderão enfrentar consequências se os democratas retomarem o poder.
Em uma publicação no Truth Social, Trump disse que a Netflix deveria demitir “a racista e obcecada por Trump Susan Rice IMEDIATAMENTE ou arcar com as consequências”, ecoando uma postagem da ativista de direita Laura Loomer, segundo a qual ele deveria impedir o acordo entre Netflix e Warner Bros.
No entanto, Trump afirmou no início deste mês que ficaria de fora da disputa pela Warner Bros. e deixaria o Departamento de Justiça lidar com o caso, revertendo a posição manifestada no fim do ano passado, quando disse que se envolveria na análise do acordo.
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Não ficou imediatamente claro se Sarandos se reunirá com Trump na quinta-feira, segundo a reportagem do Politico, que cita duas pessoas familiarizadas com as discussões.
A divisão antitruste do Departamento de Justiça está analisando a transação proposta pela Netflix, juntamente com a oferta hostil da Paramount.
A recente saída do chefe da divisão aumentou a incerteza sobre a aplicação da lei, à medida que as empresas intensificam o lobby em torno de grandes casos de fusão.
O presidente-executivo da Paramount é David Ellison, cujo pai, o bilionário e cofundador da Oracle, Larry Ellison, cultivou um relacionamento próximo com Trump.