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Citrosuco vira sócia da Auren em projeto de energia solar

Empresa desembolsou R$ 44 milhões por fatia de usina instalada em Minas Gerais

Alexandre Inacio

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A Citrosuco, uma das maiores produtoras e exportadoras de suco de laranja do mundo, está investindo para reduzir seu impacto ambiental. A companhia acaba de desembolsar R$ 44 milhões por uma fatia no maior projeto de energia solar da Auren Energia (AURE3), denominado Sol de Jaíba.

A participação exata da Citrosuco é mantida sob sigilo. O que se sabe é que a empresa adquiriu 50% de dois lotes onde a usina está instalada, que têm capacidade instalada de 80 MW. As outras metades seguem com a Auren.

Prevista para entrar em operação ainda em 2024, a usina fotovoltaica Sol de Jaíba terá capacidade para gerar 626 MWp, a partir dos painéis solares instalados no município de Jaíba, em Minas Gerais. Apesar de não ser a primeira investida da empresa na energia solar, é a maior até o momento.

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No fim de 2023, a Auren iniciou a geração de energia a partir do sol no Piauí, em um parque híbrido. A escala, no entanto, é muito menor. Os painéis solares do Piauí geram apenas 48 MW e ocupam parte do espaço do parque eólico que a companhia possui no Estado.

Atualmente, a maior parte da energia gerada pela Auren tem como fonte as hidroelétricas, com uma fatia de 70%. A energia eólica aparece em segundo lugar, com 30%. A parcela da energia solar deve começar a aparecer nos dados da companhia a partir do próximo balanço.

A expectativa é que até o final de 2024, 15% da geração seja solar, 27% eólica e 58% hidroelétrica. No plano estratégico da companhia, o portfólio ótimo prevê uma geração de 50% a partir da água, 30% eólica e 20% solar.

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Mais do que a sociedade, para a Citrosuco a parceria vai garantir o abastecimento entre 60% e 70% da necessidade industrial da companhia. O acordo de acionistas assinado com a Auren prevê um contrato de fornecimento de energia pelos próximos 10 anos.

A relação entre as duas empresas não é recente. A Citrosuco possui 22,64% do projeto eólico da Auren chamado Ventos de São Adeodato e 15% do Ventos de Santa Albertina. Pelo novo negócio, a Citrosuco vai transferir a capacidade de geração eólica para a geração solar, com algum incremento.

E não para por aí. Citrosuco e Auren têm uma empresa em comum em seu grupo de controle, o Grupo Votorantim. Na empresa de suco, o grupo divide a sociedade, em partes iguais, com a Fischer. Já na Auren, o Grupo Votorantim detém 37,7% das ações, em sociedade com o Canada Pension Plan Investment Board, com 32,1%, deixando 30% para o free float na bolsa.