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O mercado de meios de pagamento vive uma transformação acelerada no Brasil. Pix, Open Finance, novas regras do Banco Central e a digitalização do varejo mudaram o jogo. Em meio a esse cenário competitivo, a Ceopag avança em ritmo próprio. Segundo seu fundador, Kawel Lotti, a companhia cresce acima de 5% ao mês e prepara uma nova ofensiva focada em regiões menos atendidas pelo sistema bancário tradicional.
A estratégia da empresa mira um espaço deixado pelo fechamento de agências físicas em cidades menores e áreas afastadas dos grandes centros. A proposta é transformar maquininhas em hubs de serviços financeiros e utilidades.
“Nós queremos e vamos lançar uma aplicação que oferece mais de 80% de uma agência bancária numa máquina para um lojista”, afirmou Kawel Lotti, CEO da empresa.
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Hoje, a operação reúne 97 colaboradores, mais de 700 unidades franqueadas e 420 operações white label, modelo em que outras marcas utilizam a infraestrutura tecnológica da companhia para oferecer soluções próprias ao mercado.
Lotti participou do programa Do Zero ao Topo. Neste episódio, que tem apoio de XP Empresas, o executivo fala como transformou crise em oportunidade, os bastidores do mercado de maquininhas, franquias e os próximos passos da empresa.
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De maquininha a plataforma de serviços
A expansão da Ceopag passa por ampliar a rentabilidade dos lojistas parceiros. Em vez de vender apenas captura de pagamentos, a empresa quer embarcar novos produtos na base instalada.
“Já lançamos a telemedicina e o televeterinário direto na máquina. É uma forma de oferecer esse lojista uma solução de meios de pagamento”, disse o executivo.
Segundo ele, a lógica é simples. O comerciante deixa de ganhar apenas com vendas tradicionais e passa a participar de receitas recorrentes geradas dentro do ecossistema da plataforma.
“Se ele vende um plano de telemedicina no interior do Maranhão, a pessoa compra, paga, recebe um login no WhatsApp e pode consultar na hora, 24 horas por dia, 7 dias por semana, consultas ilimitadas, com apenas um custo pequeno, como se fosse o Netflix da saúde”, revela.
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Na prática, a maquininha deixa de ser apenas um hardware transacional e passa a operar como marketplace de serviços financeiros e digitais. A tese ganha relevância principalmente em cidades onde a presença bancária diminuiu e o varejo local segue como ponto central da economia.
Além da frente comercial, a empresa também reforça a estrutura regulatória e de governança. “A gente tá hoje numa fase constante de crescimento comercial, mas também de adaptação a tudo aquilo que se espera de uma fintech, de uma empresa séria, que tem boa governança corporativa”, afirmou Kawel.
O executivo destaca que o momento exige velocidade sem abrir mão de controles internos e segurança operacional. “Somos mais ágeis, porque é cultura do dono, senso de urgência, atender bem, atender correto e fazer bem feito”, conclui.
Para saber mais detalhes sobre a história da Ceopag, veja o episódio completo no Do Zero ao Topo. O programa está disponível em vídeo no YouTube e em sua versão de podcast nas principais plataformas de streaming como ApplePodcasts, Spotify, Deezer, Spreaker, Castbox e Amazon Music.
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Sobre o Do Zero ao Topo
O podcast Do Zero ao Topo é uma produção do InfoMoney e traz, a cada semana, a história de mulheres e homens de destaque no mercado brasileiro para contar a sua história, compartilhando os maiores desafios enfrentados ao longo do caminho e as principais estratégias usadas na construção do negócio.