CEO da Nvidia diz que China vencerá corrida da IA contra EUA, mas depois contemporiza

Jensen Huang destacou que EUA ainda lideram setor, mas criticou excesso de regulações ocidentais e elogia subsídios chineses

Gabriel Garcia

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, participa da Cúpula 'Vencendo a Corrida da IA' em Washington D.C., EUA, em 23 de julho de 2025. REUTERS/Kent Nishimura
O CEO da Nvidia, Jensen Huang, participa da Cúpula 'Vencendo a Corrida da IA' em Washington D.C., EUA, em 23 de julho de 2025. REUTERS/Kent Nishimura

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Jensen Huang, CEO da Nvidia, amenizou suas declarações iniciais de que a China venceria a corrida da inteligência artificial (IA), afirmando que os Estados Unidos precisam “correr na frente” para manter a liderança global.

As declarações foram feitas durante um evento organizado pelo Financial Times, onde Huang destacou as vantagens da China em custos de energia e regras mais flexíveis.

Inicialmente, Huang afirmou que a China venceria a corrida da IA devido a subsídios energéticos que tornam mais barato para as empresas locais operarem chips de IA, mesmo que menos eficientes que os da Nvidia.

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No entanto, horas depois, a Nvidia divulgou uma nota oficial em que Huang reforça que os EUA estão “nanosegundos à frente” e que é vital que o país mantenha sua liderança atraindo desenvolvedores globalmente.

O CEO da Nvidia tem pressionado o governo americano para flexibilizar as restrições à exportação de seus chips para a China, buscando manter a dependência mundial da tecnologia americana.

Após reuniões com o presidente Donald Trump, houve um acordo para permitir vendas limitadas, mas o mercado chinês permanece praticamente fechado devido a uma revisão de segurança nacional.

Enquanto isso, a China incentiva suas empresas de tecnologia com subsídios energéticos para enfrentar os custos mais altos dos semicondutores domésticos, como os produzidos pela Huawei.

Especialistas sugerem que o governo chinês pode estar usando o acesso ao mercado da Nvidia como moeda de troca em negociações comerciais.