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SÃO PAULO, 16 Jul (Reuters) – O café solúvel foi contemplado na lista de isenções da nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre importações provenientes do Brasil, em uma decisão bastante aguardada pela indústria do segmento, o único do setor de café brasileiro que ainda estava sendo taxado pelo governo norte-americano.
Segundo o Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), a isenção ao café solúvel protege exportações brasileiras de café aos EUA na ordem de US$2 bilhões a US$2,5 bilhões por ano.
O café solúvel havia permanecido sob tarifas dos EUA mesmo depois que o governo de Donald Trump decidiu revogar as taxas sobre a maioria dos produtos brasileiros, incluindo o grão verde.
Isso derrubou as exportações do produto brasileiro para os EUA, maior mercado para o café solúvel nacional, no ano passado. Os embarques recuaram 28,2% em 2025 ante o ano anterior, para o equivalente a 558.470 sacas de 60 kg, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics).

Tarifaço dos EUA: Lista de isenções pode limitar impacto para ativos brasileiros
Apesar da decisão, bens como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose ficaram de fora da nova cobrança

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Ao detalhar a nova tarifa de 25%, secretário do Comércio dos EUA listou itens isentos que têm peso grande na pauta de exportações brasileiras para os EUA
Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé, ressaltou que a isenção concedida agora reflete o reconhecimento do trabalho conjunto da entidade com a National Coffee Association, associação da indústria de café dos EUA.
Segundo ele, os esforços, iniciados no ano passado, buscaram demonstrar tecnicamente a agregação de valor proporcionada pela indústria e sua contribuição para a estabilização dos preços ao consumidor norte-americano.
Matos destacou que os EUA são o maior consumidor e importador mundial de café, enquanto o Brasil é o maior produtor e exportador do produto. ‘São parceiros insubstituíveis, é uma relação de ganha-ganha, uma relação de via de mão dupla’.
(Por Roberto Samora; texto de Letícia Fucuchima; edição de Isabel Versiani)