Brasil pode ser líder na transição energética e em minerais críticos, diz CEO da Vale

Em evento, Gustavo Pimenta afirmou, porém, que a empresa tem tido dificuldade de destravar o potencial minerário do país

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O presidente da Vale (VALE3), Gustavo Pimenta, afirmou há pouco que o País tem um crescimento muito grande esperado para a oferta de minerais críticos. “Como presidente da Vale, não tem o problema de demanda.

O nosso grande desafio é ofertar esses minerais críticos”, disse em jantar com o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva. Para Pimenta, o País tem uma oportunidade única de ser “o grande líder na transição energética e na oferta de minerais críticos”.

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Ele afirmou que, no período recente, porém, a empresa tem tido “dificuldade de destravar todo esse potencial minerário do Brasil”. Pimenta lembrou que o último grande projeto minerário do País foi o S da mina S11B em Carajás (PA), de mais de 80 milhões de toneladas. “Mas, desde então, não conseguimos colocar nenhum grande projeto de pé, por uma série de razões”, disse.

“Se fôssemos destravar esse potencial minerário do País, conseguiríamos empregar 5 milhões de pessoas e dobrar a arrecadação que o Brasil hoje tem a partir das fontes minerárias”, afirmou ainda Pimenta, segundo um estudo recente da companhia.

Ele afirmou ainda, falando diretamente ao presidente Lula, que está nos planos da companhia, além de dobrar a sua produção de cobre, “crescer em minerais de transição energética e fazer muito desenvolvimento local”.

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“Não só ofertar e poder exportar os minerais críticos, mas também agregar valor local. Trabalhando, por exemplo, com a indústria de aço verde. Uma série de oportunidades que temos aqui”, complementou ainda Pimenta.