Conteúdo editorial apoiado por

BBB 26 estreia com 15 patrocinadores e IA para turbinar engajamento da Globo

Maior reality do país pode movimentar mais de R$ 1,5 bilhão em patrocínios

Anna França

(Divulgação/Globo)
(Divulgação/Globo)

Publicidade

A 26ª edição do Big Brother Brasil (BBB) começa nesta segunda-feira (12) e, por quase 100 dias, as atenções se voltam para a “casa mais vigiada do país”. Mais do que acompanhar os participantes, o público verá novamente uma grande vitrine de negócios, com as marcas que bancam e ativam a engrenagem comercial do reality, hoje desenhado para ir além da TV e operar como plataforma de audiência, dados e interatividade no streaming, nas redes e até no mobiliário urbano.

Neste ano, o BBB 26 chega com 15 patrocinadores de diferentes segmentos e um pacote comercial maior: são 18 cotas, cinco a mais do que o número divulgado em outubro. A empresa não revela valores, mas o mercado publicitário estima que os patrocínios possam superar a casa de R$ 1,5 bilhão.

A lista de anunciantes mistura veteranos e estreantes. Segundo a Rede Globo, Amstel e McDonald’s mantêm presença ininterrupta há seis edições. Já Mercado Livre e Ademicon aparecem há quatro edições. CIF, iFood e Electrolux participam desde o BBB 24 e Ajinomoto estreou no BBB 25 e volta novamente. Entre as estreantes, entram Mercado Pago, Betano, TIM e Nivea. Há ainda cotas específicas de dinâmicas e segmentos fechadas por Mercado Livre, Mercado Pago, Nivea, Nestlé, MRV e Super.

Veja mais: Meritocracia não funciona em país desigual, diz Gil do Vigor em entrevista exclusiva

Causando

Nem bem entrou no ar, o BBB 26 já chegou criando repercussão. Segundo a empresa, o reality figurou entre os assuntos mais pesquisados do Google na categoria entretenimento desde o início do ano, ficou como top 2 entre programas da TV Globo que mais entraram nos Trending Topics no período e somou mais de 30 horas nos tuites no Brasil na rede X desde o dia 19 de dezembro.

De acordo com a emissora, esse aquecimento prévio é um ativo econômico, reduzindo o custo de “lançamento” do programa e entrega às marcas um ambiente em que o público já chega preparado para interagir, comentar e compartilhar.

Continua depois da publicidade

Leia também: Juliette, campeã do BBB 21, diz que investir no ramo da maquiagem está nos planos

Tecnologia

A principal novidade de 2026 é a introdução de Inteligência Artificial na transmissão. A emissora explica que as cenas captadas por uma câmera exclusiva poderão usar IA, com supervisão humana, para escolher enquadramentos e gerar informações e análises contextualizadas sobre o que acontece na casa.

Dessa forma, a Globo vende o BBB como um produto cada vez mais tecnológico, capaz de transformar imagem em contexto e contexto em engajamento.

Continua depois da publicidade

Do lado da experiência do público, quem estiver logado no Globoplay poderá votar no paredão pelo controle remoto, desde que o aparelho seja compatível. Parece detalhe, mas é sinal de estratégia: reduzir fricção para aumentar participação. Quanto mais fácil interagir, maior a taxa de engajamento e, portanto, maior o valor publicitário do ecossistema.

Leia também: “Maior que eu”: Jade Picon abre estratégia da Aura Beauty, que mira R$ 100 mi em 2026

Multiplataforma

A Globo reforça que o BBB deixou de ser apenas um programa de TV e virou uma plataforma de engajamento também no streaming e nas redes, com camadas complementares. A lógica econômica é simples: cada camada cria mais tempo de tela, mais pontos de contato e mais oportunidades para marca aparecer não apenas como anúncio, mas como parte do “jogo”.

Continua depois da publicidade

A divisão é a seguinte:

Leia também: BBB 25: prêmio teve aumento de 600% desde a primeira edição do reality

Casas de vidro em cinco regiões

A disputa começou fora da casa principal. O BBB 26 teve cinco casas de vidro, uma em cada região do país: Park Shopping São Caetano (SP), Sumaúma Park Shopping (Manaus), Praia de Belas Shopping (Porto Alegre), Conjunto Nacional (Brasília) e Shopping Bela Vista (Salvador). Vinte candidatos disputaram vagas, mas só metade foi selecionada pelo público neste domingo para o grupo Pipoca.

Continua depois da publicidade

Essa estratégia fez o BBB ganhar território, criando eventos físicos em shoppings, gerando fluxo, conteúdo, mídia espontânea e ampliando o alcance para além da bolha digital.

BBB Experience

A versão mais evidente do BBB como produto de entretenimento e consumo fora da tela é o BBB Experience, uma ativação imersiva no ParkShopping São Caetano, com 3.400 m² e cerca de 15 ambientes recriados em escala real, trazendo quartos e cenários de diferentes edições.

O visitante atravessa um “túnel do tempo” do reality e interage com elementos como Big Fone e telas do líder e chega à área da piscina, onde ficou a casa de vidro do Sudeste. Este foi um passo além do licenciamento clássico, porque o programa virou espaço físico, com potencial de monetização direta e fortalecimento de marca.

Força do telespectador

A edição de 2026 amplia o protagonismo do espectador que, além de votar, poderá tomar decisões inéditas, como escolher qual dos três Big Fones será acionado e qual comando será dado a quem atender. Haverá ainda a possibilidade de substituir qualquer jogador, por meio de um espaço extra de confinamento, descrito como um “laboratório”, onde novos candidatos disputarão a chance de entrar na casa principal.

Esse desenho reforça a mudança de categoria do BBB: de reality assistido para jogo participativo, em que a audiência é também mecânica do produto.

Exposição das marcas

Para a Globo, o BBB 26 não oferece apenas inserções para as marcas, mas contexto e comportamento, entregando atenção diária, conversa social e uma esteira de formatos (TV, streaming, redes, experiência presencial e games) em que elas podem trabalhar topo, meio e fundo de funil.

E os números ajudam a explicar o apetite: na edição de 2025, o BBB alcançou 128,7 milhões de brasileiros, cerca de 80% dos lares do país, com audiência 78% maior do que a soma das outras TVs abertas e 33% maior do que a soma de todos os streamings, segundo a Kantar Ibope Media.

Em um mercado publicitário que busca eficiência, escala e engajamento, o BBB entra em 2026 ainda mais eficiente, com mais cotas, mais patrocinadores e mais tecnologia para transformar atenção em interação, e interação em valor comercial.

Anna França

Jornalista especializada em economia e finanças. Foi editora de Negócios e Legislação no DCI, subeditora de indústria na Gazeta Mercantil e repórter de finanças e agronegócios na revista Dinheiro