Sazonalidade, formação de estoques, prazos de recebimento e custos logísticos fazem parte da rotina financeira das empresas. Na Amazônia Legal, as particularidades geográficas e os diferentes ciclos econômicos acrescentam novas variáveis a essa equação.
Nesse cenário, o capital de giro vai além de uma fonte de recursos para momentos de aperto e passa a fazer parte do planejamento financeiro. Quando adequado à capacidade de pagamento, pode ajudar a organizar o fluxo de caixa, manter estoques e sustentar a operação em diferentes fases do negócio.
“O capital de giro não é somente acesso ao crédito. Ele apoia a capacidade de pagamento, a estruturação da empresa e questões como a formação de estoques. Na Amazônia, onde temos desafios particulares, inclusive de logística, nosso papel é ampliar esse acesso com responsabilidade”, afirma Luana Rezende, gerente-executiva de Produtos do Banco da Amazônia.
Principal agente financeiro de desenvolvimento regional da Amazônia Legal, o Banco da Amazônia estruturou seu portfólio para atender diferentes portes e necessidades, de micro e pequenas empresas a médias e grandes companhias e negócios voltados à exportação.
Crédito de acordo com o negócio
Para médias e grandes empresas, o Giro Amazônia oferece recursos para necessidades como aquisição de matérias-primas e formação de estoques, com prazo de até 60 meses e carência de até 120 dias.
Voltado a micro e pequenas empresas, o Amazônia Giro Essencial conta com limite automático e prazo de até 48 meses, oferecendo uma jornada simplificada de acesso ao crédito.
“Hoje, o portfólio do Banco da Amazônia é direcionado a pequenas, médias e grandes empresas. São soluções pensadas para trazer fôlego à operação, considerando as características e a capacidade de pagamento de cada cliente”, diz Luana.
Exportadoras
Para quem atua no comércio exterior, o Amazônia Giro Exportação contempla operações de pré e pós-embarque por meio de ACC e ACE, com isenção de IOF e prazos de até 360 dias, alinhados ao recebimento das divisas.
As modalidades ajudam a financiar o intervalo entre a produção e o recebimento das vendas externas e podem atender diferentes atividades exportadoras da região, de commodities como soja e carne a outros produtos.
Planejamento vem antes do crédito
Ter acesso ao crédito, porém, é apenas parte da equação. Antes da contratação, é importante entender de onde vêm as receitas, quando os recursos entram no caixa e qual é a capacidade de pagamento da empresa.
“A educação financeira está presente na nossa abordagem. É fundamental entender de onde vêm as receitas da empresa e oferecer orientação para que o crédito seja utilizado de forma consciente”, afirma Luana.
Esse acompanhamento acontece principalmente pela rede física do Banco da Amazônia, hoje uma das principais portas de relacionamento com empresários da região. A instituição também trabalha na ampliação da jornada por canais digitais.
A evolução dos próprios clientes ajuda a ilustrar essa dinâmica. Segundo a executiva, há empresas que começaram no microcrédito, cresceram, mudaram de porte e passaram a acessar outras modalidades de financiamento.
“Nosso papel é acompanhar o crescimento das empresas que apoiamos. O portfólio foi desenhado com esse olhar: oferecer crédito adequado e criar condições para que os negócios tenham oportunidade de crescer”, diz Luana.
Assim, o capital de giro assume uma função mais ampla: dar previsibilidade ao caixa e continuidade às operações, acompanhando também o desenvolvimento das empresas e do ecossistema produtivo da Amazônia Legal.