Publicidade
A mineradora australiana St George Mining assinou nesta quarta-feira um protocolo de intenções com o grupo brasileiro Lima & Pergher para desenvolver em conjunto um centro de separação e processamento de terras raras em Uberlândia (MG), em um projeto estimado em R$2 bilhões, disseram executivos à Reuters.
A unidade deverá ser instalada no complexo industrial da START, divisão química e industrial do Grupo Lima & Pergher, e tem previsão de iniciar operação até 2030, após estudos de viabilidade técnica e econômica.
O processamento de terras raras é do interesse do Estado brasileiro, com autoridades defendendo que o país com a segunda reserva global desses minerais após a China não exporte apenas as matérias-primas, mas agregue valor em uma indústria estratégica para segmentos de alta tecnologia.
“Cada vez que falamos sobre terras raras existe uma lacuna no refino. É essa lacuna que estamos tentando preencher”, disse o presidente da St George no Brasil, Thiago Amaral, em entrevista durante evento do setor em Belo Horizonte.
Executivos da St George afirmaram ainda que o objetivo é criar no Brasil uma etapa industrial hoje considerada um gargalo para o desenvolvimento do setor.

Com dívida de R$ 265 milhões, dono do Habib´s anuncia recuperação judicial
Em nota à imprensa, o Grupo Gennius que também é dono das marcas Ragazzo e Tendall Grill informou que as operações do grupo seguem funcionando normalmente

Plano ousado de Zuckerberg para substituir equipe da Meta por IA desmoronou
Plano previa um futuro orientado por IA para a empresa proprietária do Facebook e do Instagram
Os percentuais de participação e os valores a serem investidos por cada sócio ainda não foram definidos.
“O plano é desenhar o projeto em conjunto e depois definir qual será o investimento de cada parte”, afirmou o presidente-executivo da St George, John Prineas, no congresso de mineração Exposibram.
A expectativa é que o centro seja concebido para processar carbonatos de terras raras a serem produzidos pelo projeto Araxá, da própria St George, em Araxá (MG), além de material potencialmente fornecido por outras mineradoras.
Segundo executivos da companhia, a expectativa é que a instalação industrial tenha capacidade para processar cerca de 50 mil toneladas de carbonato por ano, por volta de 2030, enquanto a St George prevê iniciar a operação comercial em 2029, com capacidade para produzir 30 mil toneladas de carbonato por ano.
Continua depois da publicidade
O projeto prevê inicialmente a separação química dos concentrados de terras raras para a produção de materiais como óxidos de lantânio e cério, além de óxidos magnéticos e elementos pesados de maior valor agregado.
Em etapas futuras, os produtos poderão abastecer fabricantes de ímãs, indústrias consumidoras ou mercados de exportação, explicou Amaral.
A St George contribuirá com conhecimento técnico e com matéria-prima de Araxá, enquanto a START aportará expertise em processamento químico, infraestrutura industrial e a área onde a planta será instalada.
Continua depois da publicidade
A iniciativa conta ainda com apoio do governo de Minas Gerais, por meio da Invest Minas e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado, que auxiliarão nos processos de licenciamento, articulação com fornecedores e avaliação de incentivos fiscais, disseram executivos.
Segundo a empresa, o projeto poderá gerar cerca de 500 empregos.
O anúncio ocorre em meio ao crescente interesse de governos e empresas por cadeias alternativas de suprimento de terras raras, grupo de minerais essenciais para a produção de ímãs permanentes usados em veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos eletrônicos.