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O governo da Austrália sinalizou, por meio de cartas de apoio da Export Finance Australia, o interesse em financiar dois projetos de terras raras em desenvolvimento no Brasil. Somando os aportes indicados, o montante pode alcançar US$ 100 milhões (cerca de R$ 500 milhões).
Um dos projetos é o Caldeira, localizado em Poços de Caldas (MG), considerado um dos maiores e mais avançados no setor de extração de minerais críticos do mundo. Baseado em depósitos de argilas de absorção iônica, esse tipo de reserva permite a extração de minerais com menor impacto ambiental em comparação à extração em terrenos rochosos.
Segundo a empresa financiadora, os recursos têm como objetivo apoiar o desenvolvimento do Projeto Caldeira por meio da contratação de empresas australianas de engenharia, suprimentos, construção e gestão.
O empreendimento também conta com o apoio financeiro do Export-Import Bank, agência oficial de crédito à exportação dos Estados Unidos.
Outro projeto apoiado é o Colossus, também localizado em Minas Gerais. Também utilizando reservas de argilas iônicas, o Colossus possui grandes reservas de neodímio, térbio, disprósio e praseodímio, elementos essenciais na fabricação de ímãs para veículos elétricos, turbinas e sistemas de defesa de alta tecnologia.
Com a emissão da carta, o projeto entra na etapa de due diligence, que envolve análises técnicas, financeiras e de viabilidade ambiental conduzidas pela agência australiana antes da aprovação formal do financiamento.
