Archer compra Wisk, Insitu e SkyGrid; Boeing fica com 20% da startup de táxis aéreos

Aquisição inclui Insitu, fabricante de drones com receita anual de US$ 200 milhões, e SkyGrid. Boeing mantém acesso à tecnologia de voo autônomo da Wisk e ganha assento no conselho da Archer

Táxi aéreo elétrico eVTOL da Archer Aviation no 55º Salão Internacional de Paris, no Aeroporto de Le Bourget, perto de Paris, França, em 18 de junho de 2025. REUTERS/Benoit Tessier/Foto de arquivo
Táxi aéreo elétrico eVTOL da Archer Aviation no 55º Salão Internacional de Paris, no Aeroporto de Le Bourget, perto de Paris, França, em 18 de junho de 2025. REUTERS/Benoit Tessier/Foto de arquivo

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A startup ⁠Archer Aviation anunciou nesta segunda-feira acordo para ⁠comprar a Wisk Aero, empresa de aeronaves elétricas da Boeing, ‌e mais duas unidades, em um negócio que dará à fabricante de aviões uma participação de quase 20% na fabricante de táxis ‌aéreos.

As aquisições, que também incluem a fabricante de drones Insitu e a prestadora de serviços de espaço aéreo SkyGrid, dão à Archer acesso à tecnologia de voo autônomo da Boeing, o que pode fortalecer sua posição nos setores de defesa e logística comercial.

A transação também ⁠marca ‌o mais recente esforço da Boeing para otimizar seu portfólio ⁠e concentrar-se nos principais negócios de aeronaves comerciais e de defesa, ao mesmo tempo em que se afasta de suas ambições no setor de táxis aéreos.

Apesar de anos de investimento e previsões ambiciosas, a indústria das aeronaves elétricas de pouso e decolagem ​verticais (eVTOL) ainda precisa provar que os táxis aéreos podem ser certificados, fabricados em escala e operados a preços atraentes.

Como o lançamento ​comercial tem demorado mais do que o esperado, as empresas têm se voltado cada vez mais para os mercados militar, de carga e governamental em busca de receita e financiamento a curto prazo.

A Wisk vem desenvolvendo uma aeronave elétrica autônoma para transporte ‌de passageiros.

Nos termos do acordo, Boeing e Archer ​estabelecerão um acordo de colaboração e compartilhamento de tecnologia que preserva o acesso da Boeing à tecnologia central de voo autônomo da Wisk para uso em seus ⁠programas atuais e futuros ​de aeronaves comerciais ​e de defesa.

A Archer, que ainda não gerou receita significativa com seu negócio principal, ⁠terá acesso à Insitu, uma empresa ​lucrativa do setor de defesa que gera mais de US$200 milhões em receita anual.

“Ganhamos a capacidade de começar a gerar receita significativa imediatamente em um ​importante mercado em crescimento”, disse o presidente-executivo da Archer, Adam Goldstein, à Reuters.

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“A demanda por drones de inteligência, ​vigilância e reconhecimento (ISR) provavelmente ⁠está no nível mais alto de todos os tempos, criando uma grande oportunidade para uma ⁠empresa que já está gerando receita e fluxo de caixa.”

A Boeing receberá ações da Archer representando 19,75% das ações da Classe A em circulação da empresa de táxi aéreo antes do fechamento do negócio e ganhará o direito de indicar um diretor para o conselho da ​startup.