Conteúdo editorial apoiado por

Após chamar Musk de “idiota”, CEO da Ryanair agradece e diz que briga ajuda em vendas

Michael O’Leary relatou alta nas reservas após troca de insultos sobre Wi‑Fi da Starlink

Bloomberg

O CEO da Ryanair, Michael O'Leary, posa em frente a uma tela antes de uma coletiva de imprensa sobre sua disputa com Elon Musk em torno da instalação do serviço de internet Starlink, de Musk, nas aeronaves da companhia, em Dublin, Irlanda, em 21 de janeiro de 2026. REUTERS/Clodagh Kilcoyne
O CEO da Ryanair, Michael O'Leary, posa em frente a uma tela antes de uma coletiva de imprensa sobre sua disputa com Elon Musk em torno da instalação do serviço de internet Starlink, de Musk, nas aeronaves da companhia, em Dublin, Irlanda, em 21 de janeiro de 2026. REUTERS/Clodagh Kilcoyne

Publicidade

O presidente-executivo da Ryanair afirmou que sua troca de farpas online com Elon Musk na última semana foi boa para os negócios.

As reservas subiram entre 2% e 3% após a briga nas redes sociais entre os dois executivos, disse Michael O’Leary nesta quarta-feira (21), em coletiva de imprensa em Dublin. Como resultado, ele está “muito feliz em continuar a controvérsia”.

“Se isso ajudar a aumentar as vendas da Ryanair, você pode me insultar o dia inteiro, qualquer dia”, afirmou O’Leary.

Oportunidade com segurança!

As ações chegaram a subir 2,3% nos negócios em Dublin.

O CEO, conhecido por falar o que pensa, tem histórico de flertar com polêmicas para impulsionar vendas, seja com declarações extravagantes sobre políticos, seja com ações de marketing de alto impacto.

A troca de insultos começou em 14 de janeiro, depois que O’Leary disse que a Ryanair não instalaria o serviço de Wi-Fi Starlink, da SpaceX, na frota porque o peso e o arrasto da antena instalada no teto da aeronave aumentariam os custos de combustível.

Em resposta, Musk chamou O’Leary de “mal informado” em um post no X, ao que o executivo da Ryanair retrucou chamando Musk de “idiota”.

O’Leary disse que o objetivo da coletiva desta quarta-feira, já programada anteriormente, era “abordar/desconstruir o chilique de Elon Musk no Twitter”. Na sequência, a Ryanair lançou a promoção “Big ‘Idiot’ Seat Sale”, oferecendo 100 mil assentos a partir de cerca de US$ 20.

“Obrigado ao senhor Musk”, disse O’Leary. “Qualquer uma dessas brigas é ótima para as reservas.”

Continua depois da publicidade

A Ryanair já manteve conversas com vários fornecedores de Wi-Fi, incluindo Starlink, Amazon.com e Vodafone. Segundo O’Leary, ainda não existe um modelo de negócio eficiente para Wi‑Fi a bordo pelo qual os passageiros estejam dispostos a pagar, mas ele se mostrou otimista de que a tecnologia vai evoluir.

O executivo afirmou que o uso do Starlink poderia elevar em pelo menos US$ 150 milhões ao ano os custos de combustível da Ryanair. A companhia está postergando a instalação de banda larga a bordo até que possa oferecê-la gratuitamente. O’Leary disse ainda que não teve contato direto com Musk.

“Vivemos em um mundo hiperconectado, e as pessoas acabarão tendo acesso gratuito ao Wi‑Fi em voos de curta distância”, afirmou.

Continua depois da publicidade

Questionado se Musk poderia comprar a companhia aérea, O’Leary disse que isso não seria possível, mas encorajou o CEO da Tesla a investir no negócio.

Pelas regras da União Europeia, a Ryanair precisa ter controle e ser majoritariamente detida por cidadãos da UE, por ser uma companhia aérea europeia. A empresa irlandesa foi cofundada pelo já falecido Tony Ryan em 1984 e hoje é a maior companhia de baixo custo do continente.

O’Leary também disse ser “razoável supor” que o tráfego de passageiros crescerá de 207 milhões para 215 milhões nos próximos 12 meses.

Continua depois da publicidade

Enquanto isso, a Ryanair espera receber seus primeiros Boeing 737 Max 10 em janeiro de 2027, antecipando em alguns meses a estimativa original.

© 2026 Bloomberg L.P.